sebenta de anotações esparsas, pensamentos ociosos, reflexões cadentes, poemas difusos, introspecções de uma filosofia mais ou menos opaca dos meus dias (ou + reminiscências melómanas, translúcidas, intra e extra-sensoriais, erógenas, esquizofrénicas ou obsessivas dos meus dias)
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cahier de notes éparses, pensées oisives, réflexions filantes, poèmes diffus, introspections d'une philosophie plus ou moins opaque de mes journées (ou + de réminiscences mélomanes, translucides, intra-sensorielles et extra-sensorielles, érogènes, schizophrènes ou obsessionnelles de mes journées)

sábado, 17 de setembro de 2011

Lixo espacial

O número de detritos que flutuam no espaço atingiu um “ponto crítico”, ameaçando cada vez mais os satélites e os astronautas.

A NASA contabilizou 22 mil detritos à deriva na órbita terrestre e estima em milhões o número dos que possam ser ainda registados. Destes, cerca de meio milhão devem ter entre um a dez centímetros de diâmetro e podem entrar em colisão e deteriorar ou destruir outros engenhos espaciais ou ferir astronautas.

A China foi mencionada como uma das fontes de aumento do número de detritos no espaço quando, há quatro anos, testou mísseis anti-satélites, que pulverizaram um satélite em 150 mil fragmentos.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A rentrée literária em Portugal

Portugal tem muitos e bons livros que vão marcar a rentrée literária.

Uma das novidades é “Apocalypse Baby”, da polémica escritora francesa Virginie Despentes. A obra venceu o prémio Renaudot 2010, que em Portugal a editora Sextante publica. Trata-se de um road story de uma investigadora privada contratada para encontrar a filha desaparecida de uma família rica.

“Fall River e outros contos dispersos”, de John Cheever é outra das novidades que a Sextante lança, mas em Outubro. Cheever (1912-1982) é considerado um dos maiores escritores norte-americanos do século XX. O livro reúne contos dispersos dos anos 1930 e 1940.

No mesmo mês, a Porto Editora publica “O Quarto de Jack”, de Emma Donoghue, finalista do Man Booker Prize 2010. Trata-se de uma espécie de conto de fadas negro, narrado por um menino de cinco anos, cuja visão do mundo está limitada às paredes do quarto onde vive fechado com a mãe, o que desencadeará um olhar muito diferente sobre o universo exterior. A Porto Ed. reedita ainda “As Rosas de Atacama” de Luis Sepúlveda. O novo romance do chileno está previsto para Fevereiro do próximo ano.

Em Novembro, a Sextante publica “A Filha do Coveiro”, um dos grandes romances de Joyce Carol Oates, a “Harpa de Ervas”, de Truman Capote, “El Cuaderno de Maya”, o mais recente romance de Isabel Allende, e “Rixa de Gatos”, com que o escritor catalão Eduardo Mendoza venceu o Prémio Planeta 2010. Esta última história desenrola-se antes da Guerra Civil espanhola (1936-1939). A Sextante lança ainda “Macedo – Uma biografia da Infâmia” de António Mega Ferreira, a biografia de José Agostinho Macedo, um ser detestável que viveu na transição do século XVIII com o XIX.

Para Novembro, a Porto Editora coloca nos escaparates o romance “O Horizonte”, de Patrick Modiano, considerado um dos maiores escritores franceses da actualidade (nasceu em 1945). O livro conta a história de um aspirante a escritor em Berlim.

Nesta rentrée literária, a Babel propõe os contos policiais “Os Crimes dos Viúvos Negros”, de Isaac Asimov. O autor, mais conhecido por ser um dos vultos maiores da ficção-científica do séc. XX, conta aqui como um grupo de cavalheiros se dedica a investigar mistérios sem se levantarem da poltrona do seu clube de gentlemen.

A Babel põe ainda nos escaparates uma biografia de Camilo Castelo Branco. Com selo da Verbo, “15 Dias de Febre”, de Maria do Carmo Castelo Branco, é uma inovadora "autopsicografia" (termo inventado pelo escritor austríaco Hermann Broch, 1886-1951) de Camilo Castelo Branco. A autora põe Camilo a falar da sua vida antes e depois da sua morte, a conversar com os seus críticos, e a falar de literatura e até das novas tecnologias.

Com a chancela da Ulisseia, a Babel lança o romance “Uma Espécie de Sono” de Henry Roth, considerado pela crítica como o pai da narrativa norte-americana do século XX. Esta é uma obra semi-biográfica que acompanha a vida no gueto judaico de Nova Iorque através de um personagem que se vai integrando na sociedade mas que, simultaneamente, perde a individualidade e a voz. Trata-se de uma espécie de "Ulisses" (James Joyce) da literatura norte-americana.

Outra história judaica é a contada por Isaac Bashevis Singer, Nobel da Literatura 1978, em “Satã em Goray”, inédito em Portugal. Trata-se de um romance histórico cuja acção decorre numa aldeia judaica perto da cidade de Lublin (Polónia), entre o século XVII e os anos 1930.

“Uma Parte do Todo”, do australiano Steve Toltz, finalista do Booker Prize 2008, é outra das apostas da Ulisseia e conta uma saga familiar nesse país-continente que é a Austrália.

“O Gene da Dúvida”, de Nicos Panyotopoulos, sai em Outubro, e conta como num futuro próximo um cientista isola o gene do génio e como as editoras começam a exigir que os seus autores façam o teste para verificar se são ou não génios.

No mesmo mês, sai ainda “A Última Criança”, de John Hart, thriller vencedor do Edgar Award para melhor policial literário e do Silver Dagger (prémio homólogo britânico), e “Tudo o que Poderíamos Ter Sido Tu e Eu Se Não Fôssemos Tu e Eu”, de Alberto Espinosa, apelidado pela crítica como “o Murakami espanhol”.

valter hugo mãe lança quinto romance sobre a vontade de ser pai

A Editora Objectiva lança este mês o o quinto romance do escritor e poeta valter hugo mãe (na foto ao lado, foto de Nelson d'Aires), “O Filho de Mil Homens”, a história de Crisóstomo, um homem infeliz de não ser ainda pai aos 40 anos, tristeza que o autor confiou partilhar com a sua personagem.

Ainda este mês, a Objectiva aposta na mais recente romance do “enfant terrible” da literatura francesa, Michel Houellebecq. “O Mapa e o Território”, que arrebatou o prestigiado prémio Goncourt 2010. O livro satiriza o mundo da arte parisiense e descreve com frieza clínica a miséria afectiva e sexual do homem moderno, em solidão absoluta.

Também galardoado – desta vez com o prémio francês "Fémina Étranger 2010" e o prémio de Livro Europeu do Ano 2010 – foi o romance da jovem autora prodígio finlandesa Sofi Oksanen, “Purga”, outro das obras que sai pela Objectiva. Uma história de amor na Estónia de 1992, depois de o país ter sido libertado da União Soviética. Oksanen, de 32 anos, venceu em 2008, ano de publicação do seu romance na Finlândia, os três maiores prémios literários do país.

A editora publica também não-ficção, como “O Crepúsculo de Um Ídolo”, do filósofo francês Michel Onfray. Neste, Onfray põe em causa Freud, argumentando que o “pai” da Psicanálise transformou os seus próprios instintos e necessidades fisiológicas numa doutrina com pretensões de universalidade.

O destaque das novidades de ficção na Dom Quixote vai para “Némesis”, o mais recente romance do norte-americano Philip Roth, autor vencedor do Booker 2011 e eterno candidato ao Nobel, que será publicado em Novembro. “Némesis” é a história de Buck Cantor, o monitor de um recinto de jogos, lançador do dardo e halterofilista de 23 anos, que trava uma guerra pessoal contra a epidemia de poliomielite que atinge alguns dos jovens a seu cargo. Ao contá-la, Roth conduz os leitores “pelo itinerário meticuloso das emoções que semelhante epidemia pode gerar: o medo, o pânico, a revolta, a incredulidade, o sofrimento e a dor”, indica a editora.

Outros títulos da rentrée da Dom Quixote são, em Outubro, “O Filho do Desconhecido”, de Allan Hollinghurst, nomeado para o Booker Prize 2011, e este mês, “A Grande Casa”, de Nicole Krauss, e “A Bofetada”, de Christos Tsiolkas, romance vencedor do Commonwealth Prize e nomeado para o Man Booker Prize que está a ser adaptado para uma série de televisão e cuja história parte precisamente da bofetada que um homem dá a uma criança de três anos durante um encontro de amigos – um acto isolado que irá repercutir-se nas vidas das oito pessoas que dele foram testemunhas.

Na Teorema, sai em Novembro “Alvo Nocturno”, do argentino Ricardo Piglia, que foi considerado um dos melhores livros de 2010 em Espanha.

Na Objectiva sai em Outubro “Rixa de Gatos”, mais um título do catalão Eduardo Mendoza, Prémio Planeta 2010, cuja obra completa está a ser publicada em Portugal pela Sextante.

“A Viagem de Autocarro”, de Josep Pla – escritor primordial da cultura catalã - é o novo título da colecção de literatura de viagens dirigida pelo jornalista Carlos Vaz Marques (colaborador da revista "Ler"). Segundo o jornalista, este livro “pode ser considerado o paradigma daquilo com que Pla nos faz sorrir a cada passo: ao longo de 100 km de poesia e humor, ele conduz-nos através de uma deliciosa espontaneidade, mas que não exclui as reflexões mais profundas”.

A editora Ahab propõe, este mês, o livro de contos “Uma Vasta e Deserta Paisagem”, de Kjell Askildsen, uma obra distinguida com o Prémio da Crítica Norueguesa, que apresenta aos leitores, com ironia e humor negro, personagens solitárias que se movem num mundo de sentimentos emudecidos e tensões latentes.

Seguem-se, em Outubro, “Postais de Inverno”, de Ann Beattie, e “A Visita do Médico Real”, de Per Olov Enquist, considerado um dos melhores autores suecos contemporâneos. Trata-se de um romance que lhe valeu três prémios: o August Prize, o Independent Foreign Prize e o Prix du Meilleur Livre Étranger, este último em França.

Com a chancela da Eucleia chega este mês às livrarias o romance “Não Humano”, do japonês Osamu Dazai, um best-seller no Japão, com mais de 10 milhões de exemplares vendidos.

Em Outubro, esta nova editora publicará “Necrópole”, um romance do colombiano Santiago Gamboa que foi prémio internacional La Otra Orilla, “A Arte de Chorar em Coro”, do dinamarquês Erling Jepsen, um romance já adaptado ao cinema, e “Quanto mais depressa ando, mais pequena sou”, da norueguesa Kjersti Annesdatter Skomvsvold, um romance que lhe valeu o prémio Tarjei Vesaas para primeira obra.

O Clube do Autor publica “A Livraria”, o segundo romance da escritora britânica Penelope Fitzgerald, finalista do Booker Prize, que conta a história de Florence Green, uma viúva que em 1959 investe uma pequena herança que recebeu para abrir uma livraria numa casa com fama de ser assombrada na vila costeira de Hardborough e aí desencadeia “um terramoto” ao colocar à venda o romance “Lolita”, de Vladimir Nabokov.

A Gradiva publica, do italiano Umberto Eco, o ensaio “Construir o Inimigo”, bem como uma nova versão do romance “O Nome da Rosa”, obra que o celebrizou internacionalmente, e ainda “O Haiku das Palavras Perdidas”, de Andrés Pascual, e “Nagasaqui”, de Eric Faye.

Na Casa das Letras é editado em Novembro o primeiro de três volumes do mais recente romance de Haruki Murakami, “1Q84”, ficando os outros dois para 2012.

A Quetzal propõe “Ravelstein”, de Saul Bellow, e “O Segundo Avião”, ensaio de Martin Amis – dois autores cuja obra completa está a publicar, e em Outubro, “A Curva do Rio”, o romance de estreia do Nobel da Literatura 2001, V.S. Naipaul, com que inicia também a edição da obra do autor.

Oficina do Livro reedita "Os Cinco"

A famosa série “Os Cinco” (The Famous Five, no original), da escritora inglesa Enid Blyton, regressa este mês numa nova reedição da Oficina do Livro. "Os Cinco na Ilha do Tesouro” (1942) e “Nova Aventura dos Cinco” (1943) são os dois primeiros títulos, numa colecção que inclui 21 volumes.

Esta nova edição portuguesa inclui uma nota da neta de Enid Blyton, Sophie Smallwood.

Estima-se que mais de 600 milhões de exemplares dos quase 800 livros da escritora inglesa tenham sido vendidos em todo o mundo, e traduzidos para 40 línguas. Blyton é também a autora de “Os Sete”, “As Gémeas” e do Noddy. A autora morreu em 1968, aos 71 anos. Em Fevereiro deste ano foi descoberto um texto inédito, alegadamente da sua autoria, intitulado "Mr Tumpy's Caravan", datado de 1938.

LUSA (com algumas adaptações do autor do blogue)

O sucessor do Space Shuttle

A NASA apresentou na quarta-feira um sistema de lançamento espacial, que, no futuro, permitirá realizar voos tripulados para Marte.

O novo sistema de lançamento espacial denominado Ares I e Ares V foi concebido para levar o veículo polivalente de carga e tripulação Orion a novos destinos no espaço profundo e apoiar as naves de transporte comercial, que farão voos para a Estação Espacial Internacional (ISS).

O novo sistema de lançamento espacial vai ser o mais potente do género desde que os Estados Unidos construíram o Saturno V, que levou o módulo Eagle e os astronautas da missão Apollo 11 à Lua, e permitirá alcançar lugares por explorar.

O novo sistema deverá usar hidrogénio e oxigénio líquidos como combustível. O voo inaugural está previsto para 2017.

A NASA retirou, em Julho, de circulação os vaivéns Space Shuttle de grande capacidade, com os quais efectuou, durante 30 anos, viagens com carga e tripulação para o espaço e que contribuíram para a construção da ISS. Ao retirá-los, a NASA passou a ter que recorrer às naves russas Soyuz, e passou para empresas privadas o testemunho da construção de vaivéns para viagens na órbita baixa da Terra.

No ano passado, o presidente norte-americano Barack Obama definiu como metas para a agência espacial a viagem a um asteroide em 2025 e a primeira missão tripulada a Marte na década de 2030.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

NASA envia duas sondas em direcção à Lua

A agência espacial dos EUA (NASA) enviou a 10 de Setembro em direcção à Lua duas sondas espaciais na primeira missão destinada a medir a gravidade lunar e determinar a matéria no interior do satélite, até ao seu núcleo.

“Dificilmente podia estar mais feliz”, referiu, citada pela agência noticiosa AP, a cientista Maria Zuber, que lidera o projecto. Após quase três dias de atrasos “tentei permanecer o mais calma possível”, acrescentou.

A NASA lançou duas sondas praticamente idênticas – designadas Grail-A e Grail-B – a bordo de um foguetão Delta II relativamente pequeno, para evitar despesas suplementares em tempos de austeridade.

Prevê-se que a nave espacial demore quatro meses a atingir a Lua, numa longa e difícil viagem se comparada com o rápido trajecto de três dias dos astronautas da Apolo 11, em 1969.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

No Luxemburgo, preços dos apartamentos subiram 5,7 por cento num ano

Entre Abril e Junho, os preços dos apartamentos não pararam de subir e aumentaram cerca de 5,7 % em relação ao mesmo período de 2010.

Este aumento deveu-se sobretudo aos preços dos apartamentos mais antigos, que subiram 3,2 % em todas as regiões do país, enquanto que os preços dos apartamentos novos desceram no último trimestre de 2010 e no primeiro deste ano, para voltar a aumentar 2 % a partir de Abril.

Em consequência, verificou-se um ligeiro recuo nas vendas de apartamentos.

É o que conclui o Observatório da Habitação, no seu relatório de Setembro sobre o mercado imobiliário nacional, no qual analisa não só os preços anunciados na imprensa (pequenos anúncios) bem como os declarados nos registos de conservatória predial.

Em comparação com 2010, os preços dos apartamentos antigos subiram 7,6 % e os dos apartamentos novos "apenas" 2,3 %, o que perfaz um aumento médio de 5,7 %.

Entre Janeiro e Junho deste ano, o número de apartamentos vendidos baixou significativamente em relação ao trimestre anterior. Note-se que nos três últimos meses de 2010 as vendas haviam sido "dopadas" (+46 % em vendas de apartamentos!) pela notícia que o governo luxemburguês poderia vir a suprimir o subsídio conhecido como o "Bëllegen Akt" para a aquisição de casa própria, o que permite a quem compra um bem imobiliário para habitação pela primeira vez usufruir de um crédito de imposto sobre o registo de conservatória predial, que pode chegar aos 20 mil euros, concedido pelo Estado luxemburguês.

Em Dezembro do ano passado, e perante a contestação geral no país, o governo voltou atrás na decisão, o que teve como efeito, desde finais de Março, a normalização do número de vendas dos bens imobiliários para os níveis do segundo trimestre de 2010.

A nível nacional, o preço médio de um estúdio antigo, de 50m2, rondava, no segundo trimestre deste ano, os 179.033 euros, enquanto que um novo custava cerca de 202.060 euros O preço médio de um apartamento antigo, entre 90 e 100m2, custava 362.048 euros e um novo 361.960 euros.

O preço do metro quadrado continua a ser mais caro na cidade do Luxemburgo e comunas circundantes. Na capital, o m2 custa cerca de 4.200 euros para um apartamento antigo, enquanto a média nacional se fica pelos 3.799 euros.

As comunas mais baratas para comprar casa são Wiltz e Pétange. Foi na localidade do Norte que, no segundo trimestre do ano, foram praticados os preços médios mais baratos para apartamentos antigos: 2.893 euros/m2. A localidade do sul regista o preço médio mais baixo para um apartamento novo, 3.683 euros/m2.

No lado oposto da tabela, o preço médio mais elevado foi registado em Lorentzweiler, com 4.833 euros/m2, para um apartamento antigo, e na cidade do Luxemburgo, onde o preço médio mais elevado para um apartamento novo rondava os 5.652 euros/m2 .

Quanto às casas, o preço destas casas aumentou 0,73 % em relação ao início do ano e 4,24 % em relação a Junho do ano passado.

A subida dos preços também se reflectiu nos pequenos anúncios imobiliários: as ofertas de venda de casas baixaram 6,75 % e as dos apartamentos 4,59 %, em relação a Junho do ano passado.

Rendas aumentaram 1,92 % desde Abril

As rendas dos apartamentos essas subiram 1,92 % e as das casas 2,02 %, no segundo trimestre deste ano. Analisados os preços entre Junho de 2010 e Junho deste ano, nota-se ainda mais a diferença: +3,98 % para os preços das rendas das casas e +4,48 % para as dos apartamentos.

As rendas dos estúdios, com +8,8 %, e os dos grandes apartamentos, com +6,4 %, foram as que mais aumentaram entre Junho de 2010 e Junho de 2011. A renda média de um apartamento era de 1.155 euros e de uma casa 2.416 euros.

Ao analisar os pequenos anúncios imobiliários na imprensa, o Observatório da Habitação verificou também que, no segundo trimestre deste ano, havia menos casas e apartamentos a arrendar: -23,7 % nas ofertas para arrendar um apartamento e -22,81 % para as casas. As ofertas que mais baixaram, cerca de 25 %, foram as dos apartamentos com um ou dois quartos, que constituem 74 % do mercado imobiliário neste sector.

Cerca de 45 % dos anúncios de apartamentos a arrendar referem-se a bens na cidade do Luxemburgo. É onde as rendas são mais caras: 3.062 euros para uma casa (+7,97 %, em relação aos primeiros três meses do ano) e 1.272 euros para um apartamento (+,4,61 %).

As rendas na região do centro-norte foi as que mais aumentaram entre Abril e Junho, com uma progressão de +26,7 %, enquanto no centro-sul aumentaram "apenas" 9,78 %, concluiu ainda o Observatório da Habitação.

Foto e texto: JLC
(in CONTACTO, 07.09.2011)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A shamefull article in "Foreign Policy" about Luxembourg

A shamefull article in "Foreign Policy" about Luxembourg => Very bad journalism!!! Wrong documented, false informations, false conclusions...

http://www.foreignpolicy.com/articles/2011/08/15/the_lap_of_luxembourgery?page=0,1

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Fim-de-semana de repouso em Gerardmer. Longe do mundo.

Lendo Gore Vidal, no bar do Grand Hotel...
..o melhor lugar de toda a cidade

sexta-feira, 22 de julho de 2011

shadow and light


Foto: José Luís Correia
(location: Parque Dräi Eechelen, Kirchberg, Luxembourg)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Os escritores portugueses contemporâneos e a difícil relação com "o enredo" e "a narração"

"(...) No palco de Ernestina ou de La Coca [de J. Rentes de Carvalho], encontramos um enredo, essa entidade que é o lince da Malcata da nossa ficção.

A narração e o enredo são raros em Portugal, porque implicam a colocação das personagens num espaço concreto, num cenário social, cultural e político. Ou seja, um enredo implica um certo retrato da realidade. E esse é precisamenteo problema: a ficção portuguesa tem alergia à realidade portuguesa. É como se os portugueses fossem indignos de aparecer na prosa supina dos nossos oráculos literários. Lemos romances portugueses, mas não vemos lá dentro os portugueses, não sentimos lá dentro o cheiro e o pó do Portugal de hoje ou dos Portugais do passado. Onde estão os frescos sobre a Lisboa dos anos 2000? Onde estão os romances sobre os subúrbios?(...)"

Henrique Raposo
(artigo "J. Rentes de Carvalho, o inesperado biógrafo de Portugal", in revista "LER" n°104, Julho/Agosto de 2011)
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quarta-feira, 6 de julho de 2011

A política somos nós

Todos somos ou devíamos ter o dever, pelo menos em sociedade, de sermos "animais políticos". Mas seres racionais políticos. Ou seja, não que se entenda por isto de sermos capazes de tudo para encontrarmos um "poleiro" (mais uma alusão animal?), como infelizmente muitos "maus políticos" (será pleonasmo?) nos têm mostrado o exemplo. Não que os animais sejam capazes de tudo por algo parecido. Os animais só são capazes de tudo para sobreviver, como nos ensinou Miguel Torga.

O ser humano deve ser político por natureza, na participação da gestão e do (bom) governo da cidade e do Estado, na acepção original grega da palavra: a "politiké" como arte e ciência "politikós", dos cidadãos, da cidade (polis).

Mas a política vive hoje dias de infâmia e de descrença generalizada. Muitos cidadãos agem como se a política fosse algo que não lhes pertence, a que não pertencem, nem querem pertencer. Como se não quisessem identificar-se com os maus praticantes dessa arte. Como se participar ou não participar, votar ou não votar, desse no mesmo. De quem a culpa?

Em vez de procurar culpados, procuremos soluções. E a solução está em sermos nós próprios actores da mudança. Votando e/ou sendo eleitos.

Voltar a dourar as vestes rasgadas da política, sem dourar a pílula, vai ser difícil. Mas não impossível. Ainda há quem acredite na política. Basta acreditar no ser humano. Porque ainda há lugares, por ventura ignotos e por vezes inóspitos, onde a política até funciona, onde o nepotismo e as politiquices vis não têm a vida fácil. Mesmo se tentam a todo o custo. Estou a falar do Luxemburgo. Na semana passada dois casos vieram à luz do dia que mostram que a política neste país ainda é bem diferente, felizmente, da praticada noutros países.

O deputado independente Aly Jaerling (ex-ADR) foi condenado a um ano de prisão com pena suspensa e ao pagamento de uma multa de mil euros, acusado de ter reclamado reembolsos fraudulentos à Câmara dos Deputados.

O outro caso diz respeito ao ministro da Economia luxemburguês Jeannot Krecké que, dizia-se, andava nos bastidores a preparar a sua "transferência" (a alusão futebolística é intencional) da vida política para um alto posto na Cargolux, contando com o apoio de fundos árabes, com quem negociou a entrada como accionista na empresa luxemburguesa. O que teria sido, no mínimo, conflito de interesses. Dizia-se que até então só a direcção do seu partido o tinha conseguido travar. A notícia caiu na boca do mundo e o ministro foi obrigado a desmentir que pretendia "trocar" de emprego.

Estas duas notícias causaram-me espanto. Estarei demasiado habituado a ver ex-governantes a serem chorudamente beneficiados com cargos nas empresas que amplamente favoreceram enquanto estavam no governo ou a escaparem ilesos à justiça?

Em Portugal é moeda corrente a culpa morrer sempre solteira, os exemplos dariam para encher várias edições do CONTACTO. Mas até em países como a França ou a Alemanha, sempre prontos a darem lições de moralidade, os casos multiplicam-se. Como o caso, que se arrasta há anos em tribunal, em que o ex-presidente francês Jacques Chirac é acusado de desvio de fundos, tráfico de influências e de até ter feito votar pessoas já falecidas quando era presidente da Câmara de Paris. Alguém acredita que o antigo chefe de Estado cumprirá pena?

Muito criticado foi também o posto que o gigante russo do gás, a Gazprom (que agora quer vir instalar-se no Luxemburgo) ofereceu ao antigo chanceler alemão Gerhard Schröder, quando este deixou a política em 2005. Porque foi precisamente Schröder que negociou o traçado do gasoduto da Gazprom, que deverá ligar a Rússia à Alemanha e ao resto da Europa. Negócio chorudo, portanto. E os dividendos arrecadam-se depois, impunemente, gloriosamente.

Um amigo dizia-me que o Luxemburgo não tem política, que não tem discussões acesas no Parlamento, que tudo não passa de uma política de bolso num país de brincar. Retorqui-lhe que discussões animadas no Parlamento as havia, embora ele talvez não as acompanhasse. Mas que se por falta de discussão se queria referir a um bom senso comum dos governantes desde os anos 1960 quanto ao futuro do país, então respondi-lhe que preferia esse consenso à política disparatada portuguesa dos últimos 37 anos.

Felizmente no Luxemburgo (ainda) há governantes que realmente querem e conseguem governar em prol do bem comum. E vai se separando o trigo do joio, os que procuram poleiros deverão ir pregar noutras freguesias. Quem vem de fora pergunta-me sempre qual o segredo da longevidade política de Juncker. É talvez esta uma das respostas possíveis.

E ainda há aqui homens e mulheres corajosos, muitos deles portugueses, cada vez mais cabo-verdianos e de outras origens, que acreditam na política e por isso se empenham, se inscrevem para votar, para participar na sociedade que os acolhe, que ousam candidatar-se e acreditar que podem mudar as coisas.

José Luís Correia
(Editorial do jornal CONTACTO, 06/07/2011)

domingo, 26 de junho de 2011

Himmelserscheinung über Nürnberg vom 14. April 1561

Na manhã de 4 de Abril de 1561, os moradores de Nuremberga (Alemanha) acordaram com estrondos ensurdecedores no céu que depressa identificaram como "a batalha entre duas facções de deuses ou demónios". A batalha durou cerca de 1 hora e era tão explícita que os moradores até conseguiam perceber qual a facção que estava a vencer.

Centenas de habitantes disseram ter visto "bolas azuis, pretas e vermelhas", "discos" e "cruzes vermelhas" a lutar entre si, e alguns "pareciam entrar e sair de imensos cilindros pretos".

O relato veio no jornal da região da época, hoje conservado numa Biblioteca em Zurique (ver imagem).

Uma situação semelhante foi avistada e relatada em 1566 em Basileia. E os exemplos multiplicam-se em toda a história.

sábado, 25 de junho de 2011

Imagens inexplicáveis: Tríptico da Crucificação (1350) e Pintura da Anunciação (1486) de Crivelli


Tríptico da crucifição (retábulo no Kosovo), datado de 1350

Anunciação a Maria com Santo Emídio, pintura de Carlo Crivelli, datado de 1486

terça-feira, 21 de junho de 2011

Descobertas supernovas superbrilhantes

Astrónomos norte-americanos descobriram recentemente um novo tipo de supernovas, dez vezes mais brilhante do que os outros dois tipos, revela a revista científica Nature.

Até agora, os cientistas pensavam que a radiação electromagnética das supernovas se devia à radioactividade emitida por elementos recém-sintetizados, como o níquel, calor da explosão e interação entre os fragmentos da estrela e hidrogénio.

O novo tipo supernova observado revela indícios de hidrogénio e emite luz ultravioleta, luz esta que é responsável pelo seu brilho mais intenso e por brilhar por períodos de tempo mais longos. Sendo mais visíveis que outras supernovas, este novo tipo permitirá aos cientistas investigarem regiões do universo muito mais distantes.

Foto: NASA/ESA

sexta-feira, 17 de junho de 2011

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Vai uma voltinha de vaivém espacial?



Um astronauta da NASA, Justin Wilkinson, publicou no You Tube um vídeo gravado a bordo do vaivém espacial, em órbita geoestacionária, a 330 kms da Terra.

É quase como se lá estivéssemos...

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Heróis do mar, nobre povo, nação valente, imortal




I
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões
marchar, marchar!

II
Desfralda a invicta bandeira
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O oceano, a rugir d'amor,
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra e sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões
marchar, marchar!

III
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra e sobre o mar,
Ás armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões
marchar, marchar!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Qual o número mínimo de pessoas que é necessário juntar para encontrar duas que celebrem o aniversário no mesmo dia?

A resposta é ... 23!

A partir do dobro, as probablidades ultrapassam mesmo os 99%.


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O cálculo foi feito pelo matemático teoricista americano de origem húngara, Richard von Mises (1883-1953), com base em equações estatísticas, da teoria dos paradoxos, da teoria das probabilidades e no cálculo "intuitivo".

Von Mises chama-lhe o "paradoxo do aniversário" e trata-se, de facto, de uma verdade matemática "ilógica", ou seja, que contradiz a intuição.

É baseando-se neste paradoxo que os engenheiros informáticos criam códigos criptográficos para evitar ataques de pirataria informática, bem como para os códigos de detecção de erros que asseguram a fiabilidade da memória dos modernos computadores.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Mensagem binária alienígena (extraterrestre)

Exploration (of) Humanity Conti(nuous) For Planetary Advan(ce)

(Exploração da Humanidade Continuação para Avanço Planetário)

52° 09' 42.532" N

13° 13' 12.69" W

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As coordenadas correspondem a uma ilha submersa na costa oeste do Reino Unido, conhecida como a ilha do Brasil (Hy Brasil) ou a lendária Ilha de São Brandão.

(Mensagem obtida em Outubro de 2010, a partir de um código binário que o sargento Jim Penniston teria recebido telepaticamente quando tocou em Dezembro de 1980 na fuselagem do OVNI que avistou na floresta de Rendlesham Forest, na região de Suffolk (leste de Inglaterra).


Fonte: "Ancient Aliens" (S2E10), Canal História (Difusão: Dezembro de 2010)