sebenta de anotações esparsas, pensamentos ociosos, reflexões cadentes, poemas difusos, introspecções de uma filosofia mais ou menos opaca dos meus dias (ou + reminiscências melómanas, translúcidas, intra e extra-sensoriais, erógenas, esquizofrénicas ou obsessivas dos meus dias)
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cahier de notes éparses, pensées oisives, réflexions filantes, poèmes diffus, introspections d'une philosophie plus ou moins opaque de mes journées (ou + de réminiscences mélomanes, translucides, intra-sensorielles et extra-sensorielles, érogènes, schizophrènes ou obsessionnelles de mes journées)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Futuro sobrelotado (The future is overbooked)

"(...) sabes que hoje em dia se armazena informação que nunca, em toda a eternidade, vai voltar a ser consultada (...) é que com isto da informática tudo se regista, do mais importante ao mais insignificante. desde as coisas do estado até à rotina dos adolescentes. e muito do que se regista não será mais consultado, porque não haverá ninguém com interesse ou sequer com tempo para o fazer. que angústia. é como haver muita gente a querer deixar uma marca para o futuro e o futuro estar sobrelotado. está cheio, não é suficiente para toda a gente...(...)"

Conversa entre a quitéria e a maria da graça
in "o apocalispe dos trabalhadores" (pág. 35), de valter hugo mãe (Quid Novi, Julho 2008)

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V.F. (traduction libre)

(...) tu sais aujourd'hui l'on stocke de l'information qui plus jamais, dans toute l'étérnité, ne sera plus consultée (...) avec ce truc de l'informatique on enregistre tout, du plus important au plus insignifiant. des choses de l'état à la routine des adolescents. et beaucoup de ce qui est enregistré ne sera plus consulté, parce qu'il n'y aura personne avec assez de curiosité ou assez de temps pour le faire. c'est angoissant. c'est comme s'il y avait plein de gens qui voudraient laisser une marque pour l'avenir et que l'avenir soit plein. plein et pas assez grand pour tout le monde... (...)"

Discussion entre quitéria et maria da graça
in "o apocalipse dos trabalhadores" (page 35), de valter hugo mãe (Ed. Quid Novi, Juillet 2008)

2 comentários:

Paulo lobo disse...

certo,
todos sonhamos com um pouco de eternidade
e os novos instrumentos de comunicaçao dao-nos a ilusao de que isso é possivel
a unica coisa que vai ficar para a historia é esta piramide, este Big Brother, este psicologo supraindividual da partilha virtual,para o qual estamos a trabalhar como escravos

Alexandre Gaspar Weytjens / disse...

a quem o dizes, meu irmão...