sebenta de anotações esparsas, pensamentos ociosos, reflexões cadentes, poemas difusos, introspecções de uma filosofia mais ou menos opaca dos meus dias (ou + reminiscências melómanas, translúcidas, intra e extra-sensoriais, erógenas, esquizofrénicas ou obsessivas dos meus dias)
-
cahier de notes éparses, pensées oisives, réflexions filantes, poèmes diffus, introspections d'une philosophie plus ou moins opaque de mes journées (ou + de réminiscences mélomanes, translucides, intra-sensorielles et extra-sensorielles, érogènes, schizophrènes ou obsessionnelles de mes journées)

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Prémio Nobel da Literatura 2008 atribuído ao escritor francês Jean-Marie Gustave Le Clézio

A Academia Sueca atribuiu hoje o Prémio Nobel da Literatura 2008 ao escritor francês Le Clézio.

Segundo a Academia Sueca, o autor francês caracteriza-se como sendo um “escritor da ruptura, aventura poética e êxtase sensual, explorador de uma humanidade mais além e na base da civilização reinante”. O que impressiona mais é a sua escrita revolucionária, indignada, revoltada contra o mundo onde impera o materialismo, e a sua acérrima defesa em prol dos mais fracos e desfavorecidos.

De ascendência britânica por parte do pai e bretão por parte da mãe, Jean-Marie Gustave Le Clézio nasceu em Nice, no sul da França, a 13 de Abril de 1940. Terá escrito, diz-se, o seu primeiro livro aos sete anos durante uma viagem até à Nigéria. Desde aí já escreveu mais meia-centena de obras e a sua literatura, dos ensaios aos romances, continuou impregnada das viagens que mapearam a sua vida e das culturas que cruzou.

Licenciado em Letras, vence aos 23 anos o Prémio Renaudot. Foi professor nas Universidades de Bristol, Londres e actualmente em Albuquerque, nos Estados Unidos, onde vive. Em França, é considerado por muitos, desde os anos 90, o "maior escritor vivo da língua francesa".

No próximo dia 10 de Dezembro receberá em Estocolmo um cheque de 10 milhões de coroas suecas (1,02 milhão de euros), valor do prémio nobel da literatura.

2 comentários:

Paulo lobo disse...

recompensa plenamente merecida
adoro os livros do Le Clézio

Alexandre Gaspar Weytjens / disse...

Não fico surpreendido, é uma literatura muito humana e que te faz simultaneamente viajar. Por falar em viajar temos que marcar a nossa viagem à Arménia...