sebenta de anotações esparsas, pensamentos ociosos, reflexões cadentes, poemas difusos, introspecções de uma filosofia mais ou menos opaca dos meus dias (ou + reminiscências melómanas, translúcidas, intra e extra-sensoriais, erógenas, esquizofrénicas ou obsessivas dos meus dias)
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cahier de notes éparses, pensées oisives, réflexions filantes, poèmes diffus, introspections d'une philosophie plus ou moins opaque de mes journées (ou + de réminiscences mélomanes, translucides, intra-sensorielles et extra-sensorielles, érogènes, schizophrènes ou obsessionnelles de mes journées)

terça-feira, 1 de maio de 2012

Li Hamlet... e sobrevivi!

"Hamlet" (ou "The Tragical History of Hamlet, Prince of Denmark)", de William Shakespeare (1603) 

Diziam-me que não iria sobreviver, que iria ficar desgastado de Shakespeare para sempre, que iria deixar a leitura pelo meio... ou que iria adorar. Pois foi quem apostou na última hipótese que ganhou.

Uma peça muito longa, deveras (192 páginas!), mas excelente, uma obra prima mesmo. Sei bem que sou apenas um dos milhares que já leu a peça e achou isto, mas pronto, desta vez sou eu a dizê-lo ;-)

Dizer que as peças de Shakespeare são lições de vida é quase uma Lapalissade. Mas adorei sobretudo a forma como Shakespeare até se dá ao luxo de dar lições de poesia e de teatro, enquanto conta a história e enquanto vai abatendo (quase) todos os seus personagens.

Foi também muito giro chegar àquelas partes em que se percebe o contexto textual das expressões universalmente conhecidas como "Ser ou não Ser" ou "Há qualquer coisa de podre no Reino da Dinamarca", "Há mais coisas no céu e na terra, Horácio, do que pode supôr a tua vã imaginação", etc. Aconselho a leitura e aconselho a paciência ao desbravarem as páginas mais densas.

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