sebenta de anotações esparsas, pensamentos ociosos, reflexões cadentes, poemas difusos, introspecções de uma filosofia mais ou menos opaca dos meus dias (ou + reminiscências melómanas, translúcidas, intra e extra-sensoriais, erógenas, esquizofrénicas ou obsessivas dos meus dias)
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cahier de notes éparses, pensées oisives, réflexions filantes, poèmes diffus, introspections d'une philosophie plus ou moins opaque de mes journées (ou + de réminiscences mélomanes, translucides, intra-sensorielles et extra-sensorielles, érogènes, schizophrènes ou obsessionnelles de mes journées)

sábado, 19 de abril de 2008

quero

desfazer os teus cabelos por sobre os teus tímidos seios
forrar o teu peito sedento de beijos molhados
lamber o sal do teu corpo até à última gota de suor
devorar a tua língua e os teus lábios de menina
mergulhar os teus olhos negros no meu ventre em fogo
penetrar-te docemente como um pôr-do-sol fendendo o mar
[ que se deixa fecundar pela luz
morder os teus ombros alvos de tanto te querer
elevar-te ao mais alto altar do meu corpo
conter os teus espasmos nos meus braços
oferecer-te a minha alma nua como a nenhuma outra mulher.

1 comentário:

Alexandre Gaspar Weytjens / disse...

para o meu amor! é em ti que eu penso e é por ti que anseio quando releio este poema!