sebenta de anotações esparsas, pensamentos ociosos, reflexões cadentes, poemas difusos, introspecções de uma filosofia mais ou menos opaca dos meus dias (ou + reminiscências melómanas, translúcidas, intra e extra-sensoriais, erógenas, esquizofrénicas ou obsessivas dos meus dias)
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cahier de notes éparses, pensées oisives, réflexions filantes, poèmes diffus, introspections d'une philosophie plus ou moins opaque de mes journées (ou + de réminiscences mélomanes, translucides, intra-sensorielles et extra-sensorielles, érogènes, schizophrènes ou obsessionnelles de mes journées)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Se eu soubesse o que sei hoje...

Eu: Se eu soubesse o que sei hoje...
Lis: O que farias? :-)
Eu: Tenho um amigo brasileiro que diz: 'A vida dá sempre um jeito'. O que eu acho é que às vezes também temos que ser nós a dar um jeito à vida. Caso contrário, ela limita-se a acontecer. Nós é que temos que decidir as curvas a tomar nessa linha recta e que contornos dar a cada uma dessas curvas. Porque nessa vadiagem para escapar ao destino há outros horizontes para ver. Outras viagens. Claro que depois também há as curvas inesperadas, as curvas e as contra-curvas, as estradas esburacadas, as estradas cortadas, as ruas manhosas, as vielas escuras, os becos sem saída, os desfiladeiros, os precipícios, os dias de tempestade. Se eu soubesse o que sei hoje aproveitava mais cada instante, faria acontecer, deixava de ser tão inseguro, tão ponderado. Por vezes, um desvio ensina-nos muito. Quer tenha sido desejado ou não. E prefiro mil vezes que a minha vida seja feita de inúmeros desvios do que a linha recta, correcta e insípida do que pensa a gente certa.

1 comentário:

Paulo lobo disse...

os desvios também podem ser traiçoeiros, mas até um beco sem saida contém uma liçao...