sebenta de anotações esparsas, pensamentos ociosos, reflexões cadentes, poemas difusos, introspecções de uma filosofia mais ou menos opaca dos meus dias (ou + reminiscências melómanas, translúcidas, intra e extra-sensoriais, erógenas, esquizofrénicas ou obsessivas dos meus dias)
-
cahier de notes éparses, pensées oisives, réflexions filantes, poèmes diffus, introspections d'une philosophie plus ou moins opaque de mes journées (ou + de réminiscences mélomanes, translucides, intra-sensorielles et extra-sensorielles, érogènes, schizophrènes ou obsessionnelles de mes journées)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

POEMA DOS HERÓIS


Poema dos Heróis

Eu era um índio,
vestia uma velha serrapilheira
na qual a minha mãe tinha cortado franjas
e colado fitas coloridas,
calçava as pantufas da minha tia
a fazer de mocassins 
elas punham-me riscas de batom no rosto
a imitar pinturas de guerra
para eu lutar contra o Batman e o Zorro.

Também eu queria resgatar a fada e a princesa
mas elas não queriam.
O Batman e o Zorro ganhavam sempre.
Pum, pum, pum e eu tinha que morrer
mesmo se não me apetecesse.
Como pode o vilão ser tão bem mandado?

Eu preferia fumar o cachimbo da paz,
escolher penas de águia para enfeitar o cabelo
e partilhar o lanche com a minha squaw
debaixo da carteira da professora imitando o tipi.

Mas a Anita soltava um gritinho
e fugia esconder-se atrás do Osvaldo ou do Bruno.
Como pode uma princesa preferir um herói
vestido de morcego ou de raposa ?

No ano seguinte fiz uma birra
e quis um coldre, um colete,
uma estrela, um chapéu de cobói
e uma pistola que dava estalidos e tudo.

Mas a princesa veio de Pocahontas
e as setas do Gerónimo
vieram colar-se à testa do xerife mau.

JLC05052012

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Do Ser

"Ah não ser eu toda a gente e toda a parte!", 
Fernando Pessoa (Ode Triunfal) 

Dia mágico. Há dias assim. O dia 28 de Julho. A vida não pergunta se estás preparado, não te diz que é certo ou errado, se é o momento propício ou não. É e pronto. E tu, ou apanhas boleia da vida ou ficas para trás. E, como prefiro viver com remorsos do que com pesares, atirei-me à água.

E, de repente, o universo inteiro entrou-me pelos olhos adentro, era como se estivesse no meu corpo e em toda a parte ao mesmo tempo, um tempo único, um só instante, como se todo o tempo desde o Big Bang e bem antes tivesse sido apenas um segundo, esse segundo que ali eu sentia em mim, era como se o universo fosse infinito mas eu conseguisse ver exactamente o ponto em que ele era finito e como uma membrana se desmultiplicava noutros, não um universo, um multiverso, como nós, que ainda não sabemos, mas somos múltiplos, como dizia Pessoa, somos tudo e todos, e não sabemos ainda

Era como se tudo de repente fizesse sentido, o movimento das partículas, o enigma quântico, a transmutação dos neutrinos, o paradeiro do bosão, as órbitas dos átomos, a ordem das moléculas, a tabela dos elementos, a corrida dos rios rasgando leito até ao mar, as erupções dos vulcões rompendo a geografia, a força dos ciclones e dos tsunamis devastando as civilizações, o trilho invisível dos insectos, o voo aleatório das aves, o percurso dos invertebrados aos mamíferos, a origem do Homem, o destino da Humanidade, a rotação da Terra, a inclinação da Lua, a explosão do Sol, a cintura de asteróides, os eclipses de Saturno, os semi-anéis de Neptuno, o braço menor de Orion, o enigma dos nativos de Sirius, a íris negra da via láctea, a colisão com Andrómeda, a dobra no tecido do espaço, a deriva galáctica, a variante cósmica, o fim do cosmos, o big bang.

E eu estava em toda a parte e em cada instante. Melhor, eu era tudo e todos os instantes. As explosões em mim, as estrelas em mim, os buracos negros rasgando-me por dentro, o universo todo em mim, dilatando o tempo que não existe.

E tudo isto porque conheci um outro ser. Tu!




domingo, 19 de agosto de 2012

Esta é a tua herança


"(...) Meu filho, daqui contemplas o teu destino, o teu passado e o teu futuro, estas são as nossas, as tuas raizes, com origem numa outra vida, num outro tempo. 

Fomos príncipes das Terras Altas, reis dos territórios do nevoeiro e soberanos destess vales, que acordam banhados de orvalho e neblina e que o sol não se cansa de doirar, do raiar do dia ao ocaso que sempre  assombram como um fim do mundo. 

A nossa história atravessou os séculos, os tempos, as eras, e esta é a herança que te deixo, para que perpetues o nosso sangue, o nosso nome e a nossa lenda...(...)"

Raúl Afonso Cosarca Correia,
(in "Raízes Que Viajam", pág. 28, C&C Edições Brasil-Europa, s.d.)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

SINAL WOW RECEBIDO PELO SETI EM 15 DE AGOSTO DE 1977



15 de Agosto de 1977: Foi há 35 anos que o Instituto Seti (Search for Extra-Terrestrial Intelligence) captou o único sinal recebido na Terra que se suspeita ser de origem extra-terrestre. Nunca mais se fez ouvir 

Le signal « Wow! » fut un fort signal radio à bande étroite capté le 15 août 1977 par le radiotéléscope The Big Ear de l'université de l'État de l'Ohio. Présumé extraterrestre, ce signal a duré 72 secondes et n'a plus été détecté depuis.
C'est l'astrophysicien Jerry R. Ehman qui observa le phénomène alors qu'il travaillait avec le radiotélescope au projet SETI. Stupéfié de voir à quel point le signal correspondait à la signature attendue d'un signal interstellaire dans l'antenne utilisée, Ehman a entouré au stylo le passage correspondant sur la sortie imprimée et a écrit le commentaire « Wow! » (exclamation de surprise ou d'admiration en anglais) dans la marge à côté. Ce commentaire est devenu le nom du signal. On ne connaît ni la nature ni l'origine du signal et, a fortiori, s'il codait quelque-chose. Affirmer qu'il codait quelque-chose équivaut à certifier qu'il avait pour origine une civilisation extraterrestre, ce qui n'est pas prouvé à ce jour. Certitudes[réf. nécessaire] : le signal était à bande étroite (quelques kHz) ; il venait d'une direction très précise du ciel, la durée de 72 secondes correspondant au passage d'un "lobe" de sensibilité de l'antenne sur ce point ; lors du passage d'un second lobe quelques minutes plus tard, le signal avait disparu. Cela suggère une origine dans l'espace, en orbite ou plus loin. Il n'y a pas d'explication physique connue. Une explication qui a été proposée pour le wow et pour d'autres signaux similaires trouvés depuis par SETI est qu'ils pourraient être des réflexions d'émetteurs radios terrestres sur des satellites, mais d'autres ont dit que ces réflexions ne pourraient pas renvoyer assez d'énergie. Restent des phénomènes physiques inconnus, ou des émissions de civilisations extraterrestres selon des modalités incomprises.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

O nosso amor morreu

O nosso amor morreu... Quem o diria?
Quem o pensara mesmo ao ver-me tonto,
Ceguinho de te ver, sem ver quanto
Do tempo que passava, que fugia!

Bem estava a sentir que ele morria...
E outro clarão, ao longe, já desponta!
Um engano que morre... e logo aponta
A luz doutra miragem fugidia...

Eu bem sei, meu Amor, que pra viver
São precisos amores, pra morrer,
E são precisos sonhos pra partir.

E bem sei, meu Amor, que era preciso
Fazer do amor que parte o claro riso
De que outro amor impossível que há-de vir!

FLORBELA ESPANCA

quarta-feira, 18 de julho de 2012

l'ennuie

le désir de vie m'ennuie,
l'ivresse des moments m'étouffe,
je ne suis ni le bateau ni le rivage
mais la rivière et je mes sens couler malgré moi
vers un immense destin certain qui m'engloutira
et je ne serais plus rivière ni fleuve ni rien
je hais la destinée, la mer, les nuages, la terre,
ce cycle inévitable, je fais du surplace
et n'arrive pas à m'arracher de mon lit,
à m'évaporer vers d'autres cieux,
à me laisser emporter par d'autres vents,
à me laisser dégouliner dans d'autres gueules,
à me laisser boire par d'autres gorges
je voudrais me tranformer en veines
et en sang et marcher et courir et m'enfuir

JLC

A banda original sonora da minha vida

A banda original sonora da minha vida está riscada
passo como um fantasma por ela
como se apenas a assombrasse
como se apenas tivesse dela
o ténue e translúcido retrato
que deixam os dedos suados
numa vidraça entre dois mundos indistintos.

Turista de universos paralelos
passageiro da vida
como se observasse tudo de outro lugar.

Devolveram-me o rascunho.
Desenha outro!, ordenaram-me.
Mas eu fiz birra, disse que já não queria, era o que faltava!
Desatei aos pontapés com a vida
e com um revés de mão violento
varri do estirador a minha dor
e todos os meus papéis certinhos
misturei o passado ao futuro
porque já não tenho, não estou nem sou presente.

Tinha saudades do que podia ser
procurava incansavelmente o círculo que não existe.
Tudo é apenas alucinação, vertigem
e eu caí na espiral, na miragem.

Preciso escapar de mim mesmo
para sair ileso daqui.
A vida é um caminho
que não vai dar a lugar nenhum

(...)

JLC

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Higgs : "Nunca pensei viver para ver este dia"

Peter Higgs, o cientista britânico que deu o nome ao “bosão de Higgs” e que em 1964 publicou a teoria da existência da partícula subatómica que confere massa, disse estar “deliciado” com a provável confirmação da teoria.

“Nunca esperei que isto acontecesse enquanto eu fosse vivo, e vou pedir à minha família que ponha champanhe no frigorífico”, disse o cientista, de 83 anos, numa declaração à imprensa na quarta-feira.

Higgs vive em Edimburgo, a capital da Escócia, mas esteve na ontem presente em Genebra, quando a Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (CERN, na sigla francesa) anunciou a descoberta de uma partícula subatómica “consistente” com o bosão que tem o nome do cientista.

No entanto, o CERN não confirmou ainda que a nova partícula descoberta seja o tão procurado "bosão de Higgs".

“É uma coisa incrível, que isto aconteça enquanto eu sou vivo”, disse Higgs, que recebeu uma ovação de pé quando chegou ao auditório do CERN. Higgs sentou-se, no auditório, ao lado do físico belga Francois Englert, de 79 anos, que contribuiu também de forma separada para a teoria.

“Só quero dizer que os meus pensamentos vão para Robert Brout”, disse Englert, em lágrimas, que louvou o terceiro cientista pioneiro, que morreu em 2011, sem ver provada a teoria.

O que é o bosão de Higgs?

Se existir, o  Bosão de Higgs pode mudar tudo o que sabemos sobre o Universo e a Natureza. O bosão de Higgs é uma partícula elementar,que se supõe terá surgido logo após o Big Bang, ou seja, a explosão que deu origem ao nascimento do Universo.

A sua escala pode ser maciça e validar o modelo padrão actual das restantes partículas elementares. É a única partícula do modelo padrão que ainda não foi observada, mas pode representar a chave para explicar a origem da massa das outras partículas elementares.

O bosão de Higgs combina duas forças da natureza e mostra que são, de facto, aspetos diferentes de uma mesma força maior, sendo que esta partícula é a responsável pela existência de massa nas partículas elementares.

O bosão de Higgs foi predito em 1964 por vários cientistas, mas só até há bem pouco tempo, quando o Colisionador de Partículas norte-americano Tevatron e o Largo Colisionador de Hadrões (LHC), na Suíça, começaram a funcionar é que passaram a existir condições tecnológicas de procurar a possível existência do bosão.


Depois de quase meio século de investigação, e dezenas de milhar de milhões de euros investidos, os cientistas acreditam ter descoberto agora o bosão.

A Alemanha, o país que mais investiu no processo de descoberta da partícula, já saudou a descoberta, que Berlim considerou como histórica.

“A busca pelo bosão de Higgs durou quase 50 anos, mais é possível que tenha sido atingido. A persistência e a curiosidade dos investigadores foram recompensados. Felicito as equipas por esta descoberta sensacional”, disse em comunicado Annette Schavan, ministra alemã na investigação científica.

A descoberta da partícula permitiu também aos cientistas respirarem de alívio, uma vez que confirma a teoria que identifica os blocos constitutivos da matéria ("building blocks of life").

“O bosão de Higgs tinha sido antecipado há mais de quatro décadas e, se não existisse, os teóricos de todo o mundo teriam de voltar ao início, em desespero”, disse Anthony Thomas, da universidade australiana de Adelaide, citado pela agência noticiosa France Presse.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Cientistas quase a anunciar descoberta do Bosão de Higgs, também conhecido por partícula de Deus

A verificar-se que o Bosão de Higgs existe, a descoberta
pode mudar tudo o que sabemos sobre o Universo
O Bosão de Higgs é uma partícula elementar,que se supõe terá surgido logo após o Big Bang, ou seja, a explosão que deu origem ao nascimento do Universo. 

A sua escala pode ser maciça e validar o modelo padrão actual das restantes partículas elementares. É a única partícula do modelo padrão que ainda não foi observada, mas pode representar a chave para explicar a origem da massa das outras partículas elementares.

O bosão de Higgs foi predito em 1964 por vários cientistas, mas só até há bem pouco tempo, quando o Colisionador de Partículas norte-americano Tevatron e o Largo Colisionador de Hadrões (LHC), na Suíça, começaram a funcionar é que passaram a existir condições tecnológicas de procurar a possível existência do bosão. 

sábado, 30 de junho de 2012

30 de Junho - Último dia de férias

Aeroporto de Faro.

Daqui a quatro horas faço 39 anos.  É o meu último dia de férias. Estive por aqui duas semanas e meia para meter distância entre mim e o Luxemburgo, entre mim e a realidade. Consegui?

O que levo daqui? Dez quilos de livros, comprei alguns porque precisava, uns porque os vou ler, outros porque os quero ter, outros ainda por obsessão, outros mais por devaneio, e outros porque sim. Comprei música: Miguel Araújo e três compilações de hip-hop em português, um relógio Rolex Oyster Daytona. Lindíssimo. E eu vaidoso. E com vergonha desta vaidade bacoca e barata, que não se parece comigo. Mas fez-me bem fazer-me bem. Por uma vez. Foi a minha prenda de anos a mim mesmo. Acho que posso, acho que mereço.

E mais que isso? Apenas muitos dias de solidão. Sol e dão. Muitos dias erráticos, vadiando, vagueando, deambulando, deslizando por sobre o tecido grosso da realidade. Tentando escapar para a frente. Muitas tentativas de engate planeadas, uma ínfima percentagem realmente levada a cabo no terreno, nenhuma dessas concluindo-se positivamente com um novo número de telefone. Acho que não estava para aí virado... ando enferrujado. Ou triste. Ou cansado da vida.

Apenas dois ou três encontros interessantes.

Do terceiro dia de férias, fica-me a recordação carinhosa de um serão muito agradável com a Tânia, uma amiga actriz, menina delicada e sensível, olhar expressivo e azul, cujo coração não estava disponível para as minhas serenatas e seduções e o corpo para os meus ardores e leviandades. Ficou uma boa amiga? O futuro o dirá...

A meio das férias, num dos passeios por Vilamoura minglei numa festa onde entrei sem ser convidado, era um happening aberto, com gente gira, e tive uma conversa charmosa com a Mónica. Uma menina muito doce, muito bem apessoada, riso de criança, rosto lindo, muito expressivo, olhos calorosos, vestido de cocktail très bcbg (bon chic bon genre), "fui eu que desenhei", um sotaque giríssimo de um país que não descortinei, parecia um daqueles filmes em que o protagonista cruza por acaso uma bela forasteira, mas que afinal é uma espia e que tem como missão seduzi-lo para lhe extorquir informações. Naquela noite eu devia ter envergado o meu fato James Bond. Mas furtei-me à festa demasiado cedo e sem o número de telefone da bela desconhecida...

Ontem, penúltimo dia das férias, voltei a Vilamoura e ofereci-me a mim mesmo um jantar num dos meus restaurantes preferidos da marina, o Akvavit. Gosto porque tem uma esplanada sobre a água, com vista para toda a marina, mesas largas, cadeiras resistentes e confortáveis em rede, música lounge agradável, pessoal esmerado e atencioso. Encomendei tostas com doce e foie gras, como entrada; folhado de espinafres como prato principal; regado por duas imperiais. E um expresso, que a noite ainda era uma criança e eu estava com esperança de rever a Mata Hari do outro dia ;-) Mas foi debalde que a procurei com os olhos no lugar onde nos tínhamos conhecido. Não quis o destino...

Dei uma volta, passeando o olhar pelos passantes, transeuntes, turistas e emigrantes. Os emigrantes reconhecem-se pelos calções com logos dos subúrbios parisienses e t-shirt griffé. As inglesas reconhecem-se pela sua toilette, vestido comprido, alguns de cores garridas. Saem à noite em Vilamoura como se fossem a uma festa em Buckingham Palace, mas vão, no máximo, ao Black Jack, a discoteca do Casino. O meu preferido: o vestido-kimono, muito sensual, negro, com flores de cerejeira e decote plongeant, abrindo-se generoso em flor... Ah, mas aquela não era inglesa, era sueca ou escandinava, percebo pela sonoridade da língua. Volto-me para trás à sua passagem e aprecio de longe as curvas perfeitas que a seda japonesa lhe desenha. Isto é como entrar numa pastelaria - para utilizar uma bela metáfora gulosa do "poeta" Joey, da série "Friends" - e não poder provar com o dedo os bolinhos com creme, ou os com chantilly, ou os que têm recheio e poder fazer saltar a cereja do topo.

Esta gulodice é perigosa. Ando demasiado esfomeado e vê-se. Vou com muita sede ao pote e afugento-as.

Última tentativa de conquista com uma eslava no Irish Cabin Pub. Tem olhos doces e um rabo de danar a alma, mas também aqui embrulho o meu discurso de engate no bolso; sirvo um sorriso social que ela me devolve, deixo gorjeta como se isso fosse a minha e a sua única consolação e desejo-lhe boa noite. Regresso sozinho a casa. The story of my life...

A tentativa de fuga para a frente não passou de uma tentativa de evasão falhada. Continuo agrilhoado no meu presente. Os brasileiros têm uma boa expressão para isto: "Cair na real!", uma expressão bem mais forte do que o inglês "back to reality!", porque quando se voa fora dela, o regresso só pode ser uma queda, um trambolhão, um deslizar em queda livre, uma colisão. E depois fico ali eu com os passarinhos parvos e as estrelinhas e os outros gatafunhos a girarem-me à roda da cabeça, tentando retomar os sentidos...

Album de férias

Praia do Garrão logo pela manhãzinha
E um cocktail by night na Marina de Vilamoura 
Fotos C. Silva