sebenta de anotações esparsas, pensamentos ociosos, reflexões cadentes, poemas difusos, introspecções de uma filosofia mais ou menos opaca dos meus dias (ou + reminiscências melómanas, translúcidas, intra e extra-sensoriais, erógenas, esquizofrénicas ou obsessivas dos meus dias)
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cahier de notes éparses, pensées oisives, réflexions filantes, poèmes diffus, introspections d'une philosophie plus ou moins opaque de mes journées (ou + de réminiscences mélomanes, translucides, intra-sensorielles et extra-sensorielles, érogènes, schizophrènes ou obsessionnelles de mes journées)

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terça-feira, 6 de março de 2012

Smooth FM, a Radio Trójka portuguesa, banda sonora das minhas viagens imóveis

A Jessica, que anda sempre nas explorações musicais e em busca de novas sonoridades, descobriu há uns dias a lisboeta Smooth FM, que centra a sua programação na música smooth jazzy, soul, blues, bossa nova, e se define a si mesma como uma rádio para um auditório "adulto, sofisticado e descontraído".

A novel rádio passa desde "Count Bassie a Diana Krall, passando por Tony Bennett, Elvis Costello, Ray Charles, Miles Davis, Norah Jones e, obviamente, Frank Sinatra", exemplifica um comunicado da estação.

A nova rádio emite desde Lisboa na mesma frequência que a antiga Best Rock, em 103.0 FM (e na Região Centro em 92,8), mas pode também ser ouvida na internet aqui.


A Smooth abriu em Setembro de 2011 e faz parte do grupo Media Capital, que inclui emissoras como a Rádio Comercial, a M80 e a Cidade FM. À excepção da última, são rádios que já ouvíamos incidentalmente, a primeira porque somos fãs de Nuno Markl e Ricardo Araújo Pereira, a segunda pela música dos anos 70, 80 e 90 que passa.

Banda sonora das minhas viagens imóveis

Depois da manhã a ouvir o álbum "Swing in the films of Woody Allen", passámos a tarde de sábado ao som da Smooth e a ler. E que bem que fez.

A Smooth fez-me imediatamente pensar na saudosa Radio Trójka (Rádio Três) de Varsóvia, que descobri em Agosto de 2003 e que continuou a acompanhar-me durante vários anos.

Uma noite deixei o velho transistor ligado e passei as horas acordando e adormecendo ao som da Trójka, da voz apaziguadora dos locutores de uma língua que sempre me pareceu familiar e com semelhanças estranhas ao português (pelo menos, ao meu ouvido), mesmo se só ia percebendo uma palavra em cada três. E tudo isso misturava-se harmoniosamente aos barulhos da noite varsóvica que se espraiava lá fora.

A Trójka (que nessa altura passava só mesmo jazz, hoje inclui rock e música alternativa) tinha o dom de me acalmar e de me fazer viajar mentalmente,

janela fora,

até a torre do Palácio da Cultura e da Ciência, até à avenida do Novo Mundo (adoro esta toponímia), até à palmeira em plástico da avenida De Gaulle, até à "rynek" (praça do mercado) reconstruída pedra à pedra da velha Varsóvia, pelos jardins do palácio de Wilanów (a Versalhes polaca), sobre as águas da Vístula, seguindo a corrente para Norte, até às ruas de Gdansk, pelas praias bálticas de Gdynia. Depois, rumo a sul, até à lindíssima "rynek" colorida de Poznan, pelo jardim japonês de Wroclaw, pelas ruas de Wolsztyn onde cruzei Koch e o seu bacilo, pela auto-estrada hitleriana aos solavancos até à Alta Silésia e Katowice, pelo santuário de Czestochowa (a Fátima polaca), pelo majestoso parque florestal de Ojców, pelas minas de sal de Wieliczka, pela romântica Zakopane, no sopé dos Tatras (Cárpatos), com as suas incríveis igrejas construídas totalmente em madeira,

e, finalmente, até ao bairro judeu da lindíssima Cracóvia, onde o jazz elege lugar cativo.

Eram as minhas viagens interiores de itinerários exteriores já percorridos e pelos quais me apaixonei. Também graças à Radio Trójka, porque compôs a banda original sonora desse meu filme.
Gydnia (costa do mar Báltico)
 
Praça central de Wroclaw, uma das outras cidades pela qual me apaixonei

A lindíssima Cracóvia, que me seduziu
 
A romântica Zakopane, no sopé dos Cárpatos (Tatras)

Fotos: Wikipédia










sexta-feira, 2 de março de 2012

Ler

Lire LER (2 Março 2012) Foto: JL
Foire du Livre de Bruxelles Foto: JLC

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Este é o meu corpo

"Chego do ilustre Jardim das Hespérides, mas sou como outro viajante qualquer. Apenas a pedra me interessa. A pedra bruta, os seus contornos, as suas pontas, as suas superfícies ondulosas, passo a língua onde o tempo passou o pó. Lambo calhaus, amolo, chupo-os, aliso-os, talho-os com o ímpeto do meu corpo cadente, dos meus dedos generosos, apaziguadores. Acordo novos mundos a cada lasca, mordo os lábios, jogo a pedra fora. Pego noutra, enterro o meu estoque com pujança, como outro talhador de pedra qualquer."

in "Os Cadernos do Gaspar, vol. 1"

sábado, 7 de março de 2009

2009 March 7 , Sandweiler Church


One fire with two flames.
Four wings free to be able to fly together.

Foto: Paulo Lobo

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

leave a message

I'm presently not at my blog. I'm somewhere out there seeking the philsophal stone. I'll reach you later. Please do leave a message after the bip.

BIP!

De momento não estou no meu blogue. Encontro-me algures em busca da pedra filosofal. Voltarei a entrar em contacto. Deixe uma mensagem
depois do sinal sonoro.

BIP!



quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

My last 10 Christmases - Os meus últimos 10 Natais



Christmas/Natal 2007 - Shania Twain "When You Kiss Me"




Christmas/Natal 2006 - Aaron "U Turn"




Christmas/Natal 2005 - Jorge Palma "Escuridão"




Christmas/Natal 2004 - Leonard Cohen "In my Secret Life"





Christmas/Natal 2003 - Blue Cafe "You may be in Love"




Christmas/Natal 2002 - Norah Jones "Come away with me"




Christmas/Natal 2001 - GNR "Popless"





Christmas/Natal 2000 - Madredeus "Haja o que houver"






Christmas/Natal 1999 - The Dave Matthews Band "Stay"






Christmas/Natal 1998 - Radiohead "Creep"

sábado, 22 de novembro de 2008

As primeiras neves e o bailado cadente


Cairam as primeiras neves do Inverno. Hoje quando acordei, da janela do meu quarto via todo o Bambësch, o Limpertsberg e a encosta de Eich polvilhados de branco. Senti um sabor doce de Natal antes da época, um gosto a vinho quente com canela no céu da boca, os sinos de Weimerskirch badalavam Kirchberg acima e as luzes dos candeeiros públicos apagavam-se para deixar a manhã nascer branca e serena.

Gosto de sentir a neve a estalar debaixo dos meus pés, do frio a cocegar o nariz, do cheiro do cachecol novo, de ouvir o riso das crianças quando escorregam com os trenós, fazem batalhas de bolas de neve ou correm a moldar no barro branco bonecos de neve com narizes de cenoura.

Mas prefiro ainda quando estou do lado de cá da vidraça, de observar o lento bailado cadente dos flocos dançando, das minhas mãos buscando o reconforto em volta da chávena de leite com chocolate fumante, dos biscoitos de anis, das tuas madeixas loiras no meu peito, do teu sono de anjo sobre o meu corpo no sofá vermelho de todos os nossos pecados.

sábado, 20 de setembro de 2008

Rodange: flash to my past 1973-1984

Regresso ao passado, algo perturbador. A minha aldeia natal, entalada entre três fronteiras, transfigura-se.
A antiga escola primária Ecole des Garçons mudou de nome, chama-se "Neiwiss" agora. A escola está a ser renovada, os arredores estão em obras, toda a localidade está a mudar.
Construiram um centro desportivo no largo onde montavam a quermesse, onde eu pescava patinhos de plástico e onde eu aprendi a andar de bicicleta. O forte e o comboio em madeira do parque infantil onde eu brincava foram arrasados, substituidos por balancés e escorregas ergonómicos de cores ultra-berrantes e modernas, onde náo vi nenhuma criança. A mini-cascata que para mim parecia imensa foi abaixo e no lugar está um parque de estacionamento. Já ninguém se detém diante da velha locomotiva mineira, vestígio do património siderúrgico local, antes admirada, hoje grafitada impunemente.
A casa da minha infância foi demolida. Era um velho hotel, com salão de baile e tudo, no canto da rue de la Gendarmerie com a route de Longwy (n°67), que teve os seus tempos auréos no princípio do século passado. O que poderia ter sido considerado património municipal não foi recuperado. No local está a nascer uma residência com vários apartamentos. Uma residência igual a que foi construída no terreno baldio em frente, onde jogava à bola, à barra, às escondidas, ao apanha com os meus primeiros amigos, o Mário, o Narciso, o Tó-Luís, o Miguel, o Rui, a Chantal, o Jerôme...

sábado, 19 de julho de 2008

As primeiras compras feitas no Festival da BD de Contern

















Sábado:
Pequeno-almoço na pastelaria Fournée Dorée, em Esch, a tempo de recuperar numa costureira um casaco ao qual tinha mandado refazer as mangas.
Comprar uns ténis novos na Asport onde estão a fazer super-promoções. Almoço: uma mettwurst e uma cerveja; sobremesa: gelado e crepe com chocolate. O dia está parvo, ora chove, ora rompe o sol. Welcome to Luxembourg!
Uma voltinha ao Festival de BD de Contern, hesitei nos pósteres, nas figurinas do Charlie Brown (4 euros cada uma!), decidi-me por duas BD e a Jess por outras duas.
Jantar: no Restaurante Algarve com dois casais amigos.
Night: Festival Blues&Jazz no Grund.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Grandes mudanças II


É como no fim de época de uma daquelas séries norte-americanas que contam as estórias cruzadas das personagens de um prédio, de um bairro ou de uma cidade. Uns ficam para a época seguinte, aparecem alguns novos, outros vão-se, morrem, casam, ou mudam de prédio, de cidade... ou de canal.
O mês em que deixo Gasperich, outras personagens há que também não continuam nesta série. A vizinha eslovena grávida do lado muda-se com o marido para um apartamento maior em Merl, já que a família vai crescer brevemente. Dois golden boys vieram substituir o casal. O meu vizinho esquizofrénico da frente (o senhor W.) foi definitivamente internado e o apartamento dele ficou livre. Não sei se a irmã vai querer alugá-lo. Nem sei a quem. Lá dentro está um enorme piano que vai ser difícil fazer sair pela janela. O casal romeno do andar de cima também se mudou, mas nem sei para onde. No último dia em que lá estive cruzei quem os veio substituir. Também um casal, de meia idade, luxemburgueses por sinal, ar de antipáticos, nem bom dia disseram. A família portuguesa da frente comprou uma casa maior e deixa igualmente o bairro. Aos domingos já não haverá o estonteante cheiro a churrasco... Também aí não sei quem vem ocupar a casa...
Quanto à garçonnière do Gaspar tornar-se-á agora o refúgio de uma Amélie (Poulain?), penso que bastante mais bem comportada do que eu, ...pelo menos a julgar pela primeira impressão que tive quando veio visitar o apartamento há duas semanas com o proprietário: estatura média, corpo frágil, pele alva, cabelo fino e curto, de um castanho muito brihante, olhos grandes, voz suave, personalidade algo tímida, mas dócil e simpática.
Já estou a ver os dois novos inquilinos do lado a disputar-se para ajudar a pequena a trazer as compras até ao segundo andar. Talvez seja o princípio de uma grande amizade. Ou quem sabe de algo mais ;-) Mas isso já são outros episódios, outras histórias, outras vidas. A senda do Gaspar vai continuar por aqui. Mudam apenas o pano de fundo e as personagens principais. A pedido de várias famílias (amigas do produtor deste blog), o protagonista assina por mais uma época.

CASA INANE

domingo, 13 de janeiro de 2008

Grandes mudanças



Está na hora das grandes mudanças. De deixar Gasperich onde morei durante quatro anos e meio. O meu apartamento mais parece uma zona sinistrada. Uso do capacete obrigatório. Tem sido uma estafa, uma lufa-lufa, estamos com os bofes de fora. Só de livros, 13 caixotes. Três de cds e dois de dvds. Agora está decidido, vou passar a descarregar mais música. Faltam as colecções de jornais, revistas e vinis que haviam sido deportados até agora para a cave, junto aos vinhos, e que terão no novo apartamento lugar de eleição na biblioteca-escritório.
Daqui a uma semana já estamos em Weimerskirch, num lugar maior, cujo aluguer será pago ao banco :-)

É o começo de uma vida nova, a minha nova vida nova, depois de em 2002 o destino me ter autorizado um novo recomeço. De algo planeado há muito e que só agora se concretiza. Como se fosse o fim do capítulo de todo o processo de mudança iniciado há seis anos e que apenas com este episódio fizesse sentido.
Acabaram-se a "garçonnière" e os amores contingentes...



22:57

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Uma das boas resoluções para 2008



















Pic enviado pela Beta
Sim, a J e eu, aqui no burgo, também tomámos essa boa resolução.
- Eu cá começo uma dieta todas as segundas-feiras.
- Às terças, juro que vou cumprir.
- Às quartas, prometo que a partir da próxima segunda-feira é que é mesmo! ;-)

Imagem: com a devida vénia ao blog www.penelope-jolicoeur.com

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007



Feliz Ano 2008
Bonne Année 2008
Happy New Year 2008
Ein gutes neues Jahr 2008
Felice Anno Nuovo 2008
laimīgu Jauno gadu 2008
E gudd neit Joër 2008
Feliz Año Nuevo 2008
Szczęśliwego Nowego Roku 2008
Gelukkig Nieuwjaar 2008
С Новым Годом 2008

domingo, 30 de dezembro de 2007

O x-ufo do meu irmão



O último hobby do meu irmão: um quadricóptero x-ufo que ele próprio construiu. É nisto que passam as suas economias e as horinhas todas dos seus tempos livres. À vista do resultado, valeu a pena. Posso dizer-vos que as emoções da velocidade do aparelho e os loopings fizeram esquecer os graus negativos na pradaria gelada de Belvaux, 25/12/07.

Concepção, montagem e realização: Fred Correia. Eu só filmei.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Jen...Tudo o que quero pelo Natal, és tu!



"All I want for Christmas is you", do filme "Love Actually"

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

quarta-feira, 10 de outubro de 2007