15 de Janeiro/Restaurante Jordão
Jantar da Confraria de Financeiros Lusitanos no Luxemburgo
A Confraria de Financeiros Lusitanos do Luxemburgo organiza um jantar na quinta-feira, 15 de Janeiro, às 19h30, no Restaurante Jordão (20, rue du Curé), na capital.
O jantar servirá para discutir entre os membros como desenvolver o projecto da recém-criada Confraria de Financeiros Lusitanos do Luxemburgo, conversar sobre novas ideias e novos desafios.
Dois dos fundadores da Confraria dos Financeiros de Paris, João da Silva e Ricardo Ferreira (também membro da Confraria dos Financeiros de Lisboa) marcarão presença.
O proprietário-chefe de cozinha Mike Jordão, português nascido no Luxemburgo e que à força de trabalho e de ter aprendido a sua arte nos melhores restaurantes e com os melhores chefes do Luxemburgo (Léa Linster, La Bergerie, L'Agath, La Mirabelle, Favaro, etc.), instalou-se por conta própria.
O jantar custa 40 euros. Para mais informações e eventuais reservas ou inscrições, os interessados devem contactar Francisco Silva ( francisco.silva@pt.lu ) e/ou Custódio Portásio (custodio.portasio@ hotmail.com ) da organização.
JLC in Contacto, 14.01.09
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Reformas e pensões aumentam 2 %
A 1 de Janeiro de 2009, as reformas e pensões de invalidez aumentam 2 %.
Os sindicatos OGB-L e LCGB congratularam-se desde logo com a medida, esperando que isso signifique um aumento do poder de compra dos reformados.
O Governo luxemburguês anunciou a decisão a 10 de Outubro após o Conselho de Ministros ter aprovado o relatório governamental apresentado ao Parlamento sobre a evolução do nível médio dos salários desde 2006: 3 % no biénio 2006/2007: 1,3 %, em 2006, e 0,7 %, em 2007.
Com este aumento de 2 %, o Executivo quis elevar o factor de ajustamento das reformas e pensões de 1,352 para 1,379.
De dois em dois anos, o Governo luxemburguês analisa o nível médio dos salários da população activa nacional, cálculo que inclui os ordenados da Função Público (considerados mais elevados do que a média dos restantes trabalhadores), mas excluindo os 20 % de trabalhadores que recebem os salários mais baixos e os 5 % que auferem os ordenados mais elevados do país. Calculada a média, o Governo decide se há que adaptar as reformas aos vencimentos.
Estes ajustamentos decididos por regulamento grão-ducal estão previstos no artigo 220 do Código da Segurança Social.
A medida vai custar ao Estado luxemburguês cerca de 51,7 milhões de euros.
JLC, in Contacto 31.12.08
Os sindicatos OGB-L e LCGB congratularam-se desde logo com a medida, esperando que isso signifique um aumento do poder de compra dos reformados.
O Governo luxemburguês anunciou a decisão a 10 de Outubro após o Conselho de Ministros ter aprovado o relatório governamental apresentado ao Parlamento sobre a evolução do nível médio dos salários desde 2006: 3 % no biénio 2006/2007: 1,3 %, em 2006, e 0,7 %, em 2007.
Com este aumento de 2 %, o Executivo quis elevar o factor de ajustamento das reformas e pensões de 1,352 para 1,379.
De dois em dois anos, o Governo luxemburguês analisa o nível médio dos salários da população activa nacional, cálculo que inclui os ordenados da Função Público (considerados mais elevados do que a média dos restantes trabalhadores), mas excluindo os 20 % de trabalhadores que recebem os salários mais baixos e os 5 % que auferem os ordenados mais elevados do país. Calculada a média, o Governo decide se há que adaptar as reformas aos vencimentos.
Estes ajustamentos decididos por regulamento grão-ducal estão previstos no artigo 220 do Código da Segurança Social.
A medida vai custar ao Estado luxemburguês cerca de 51,7 milhões de euros.
JLC, in Contacto 31.12.08
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Editorial: 2009, Ano de Ressaca ou Do capitalismo de casino ao hipercapitalismo

Do capitalismo de casino ao hipercapitalismo
O ano de 2009 será, sabe-se já, o primeiro da ressaca que nos deixou a crise financeira provocada pelo capitalismo de casino, crise sintomática de uma economia de mercado rota. Apoiando-se na auto-regulação advogada por Alan Greenspan, ex-presidente da Reserva Federal americana, a economia tornou-se esquizofrénica ao ponto de estimular o sobreendividamento, a bolha imobiliária, os investimentos especulativos, quem detem os bens e o capital já não é quem verdadeiramente os detem, os preços passaram a ser virtuais, mas as facturas e as dívidas reais.
Na Europa, foi a moeda comunitária e a "euroeuforia" que, apesar das benesses que trouxeram (foi graças ao euro, por exemplo, que alguns países da zona euro não roçaram recentemente a bancarrota, como aconteceu à Islândia), despoletaram a subida virtual dos preços de bens e serviços nos últimos seis anos.
Assistimos agora, e assim continuará a ser nos próximos meses, não a uma baixa dos preços, mas a um reajustamento dos bens e serviços ao seu verdadeiro valor, à semelhança do que acontece com o petróleo, que depois de subir aos históricos (histéricos!) 145 dólares há uns meses desceu agora para os 35. O resto da economia deverá seguir a mesma tendência.
Mas deflação significa também menos consumo, diminuição da procura, recuo da produção, as fábricas funcionam ao ralenti ou abrem falência. É para evitar que esta deflação não caia na espiral de 1929, que os governantes anunciaram medidas que visam relançar a economia: redução das taxas de juro e baixa dos impostos. O Luxemburgo decidiu inclusive antecipar grandes obras que estavam apenas previstas para o início da próxima década e começar a assumir totalmente os salários do desemprego parcial, quando actualmente paga 80% do salário dos trabalhadores a quem o empregador pede uma redução do horário de trabalho.
Estas medidas não passam de remendos, visam colmatar brechas encontradas num momento de crise. O que é verdadeiramente necessário não é relançar a economia, mas lançar as bases de uma economia sustentável, ou seja, que considere os verdadeiros interesses e necessidades do consumidor e que sejam simultaneamente os da sociedade, criando, por exemplo, empregos no sector da tão propalada ecologia (gestão ambiental, cursos de formação ecológica, mais investimento na agricultura biológica por forma a reduzir os preços desses produtos, etc.), revitalizando economicamente zonas mais pobres de uma cidade, país ou região, apostando na economia solidária (comércio equitável, etc.).
Penso que, infelizmente (ou felizmente), esta crise não foi suficientemente grave para que a Humanidade tirasse daí as suas primeiras lições de solidariedade. Ou seja, as coisas deverão piorar antes de melhorar.
É que apesar de Greenspan ter admitido “uma falha” na sua ideologia ultraliberal, um outro economista, Jacques Attali (que foi conselheiro directo de François Mitterand), avisa que o capitalismo ainda não exalou o seu último estertor. Arrumem-se pois então os santos óleos da extrema-unção.
Para Attali, o capitalismo antes de se tornar moderado, colocando o homem no centro da sociedade, ficará ainda mais pernicioso do que é hoje. Attali acredita que nos próximos anos este se desenvolverá em « hipercapitalismo ». Num porvir hipotético, os conglomerados multinacionais tornar-se-ão supranacionais, acima dos Estados e da Justiça, tão poderosos que disporão dos seus próprios órgãos reguladores e sancionadores, evidentemente coniventes, e poderão apoiar ou derrubar governos, elegendo-os ou depondo-os à sua conveniência mercantil.
Quando se vê quem pagou as campanhas presidenciais de Bush e os pretextos que depois este evocou para fazer deflagrar duas guerras (Afeganistão e Iraque), percebemos que as coisas já começaram a funcionar assim.
Com esta crise económica e financeira, a Humanidade já poderia ter aprendido algumas lições. Mas é a História que nos ensina que há etapas que não se podem queimar, e processos de evolução que são inevitáveis de contornar.
José Luís Correia, in Contacto, 31.12.2008

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Férias forçadas na ArcelorMittal
Entre 20 de Dezembro e 5 de Janeiro
Férias "forçadas" para trabalhadores da ArcelorMittal
Para "fazer face à crise económica mundial", a ArcelorMittal, líder mundial no sector da siderurgia, decidiu fechar a sua sede na cidade do Luxemburgo durante duas semanas, entre 20 de Dezembro e 5 de Janeiro, obrigando assim 1.500 funcionários administrativos a "férias forçadas".
Os sete pólos do grupo no Grão-Ducado – quatro grandes instalações fabris e três administrativas –, empregam ao todo seis mil pessoas. Os pólos fabris também vão encerrar durante as duas últimas semanas do ano e a primeira de 2009, no que são consideradas "férias normais nesta época do ano, sendo que a paragem das actividades administrativas é que é excepcional", reconheceu o assessor de comunicação da empresa, na semana passada.
A ArcelorMittal anunciou em finais de Novembro ter que despedir nove mil trabalhadores, dos quais seis mil na Europa, entre os quais 1.400 em França, 800 na Bélgica e 400 no Luxemburgo. No Grão-Ducado, os despedimentos afectarão principalmente funcionários administrativos.
JLC in Contacto, 17.12.08
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Tension entre Juncker et Pujadas en direct hier soir au JT de France 2 : le secret bancaire au Luxembourg
Regardez d'abord le reportage (ici) et écoutez les propos de Pujadas et Juncker. Après jugez par vous-mêmes sur le sérieux du reportage de France 2.
Rótulo :
actu_lux,
eco_fin,
grande ecrã/pequeno ecrã,
POLITIKA
quinta-feira, 24 de julho de 2008
As 21 melhores lojas e comércios do país
Segunda edição dos prémios "Golden Ticket Awards"
Clientes elegem lojas preferidas
Os turistas incautos, os clientes transfronteiriços e até os habitantes queixam-se recorrentemente da falta de esmero no atendimento e das lacunas de profissionalismo no serviço prestado que dizem sentir em muitos estabelecimentos comerciais do Luxemburgo.
Para lutar contra essa má publicidade imputada aos comércios do país e porque o Governo luxemburguês quer que o Grão-Ducado se torne o principal pólo comercial da Grande Região, a Confederação Luxemburguesa do Comércio (clc), em parceria com a Federação dos Artesãos e a do sector hoteleiro & restauração (Horeca), lançou em 2007 os "Golden Ticket Awards 2008". O concurso visa eleger as lojas, cafés e restaurantes preferidos dos consumidores. Nesta segunda edição, foram distinguidos 21 estabelecimentos comerciais.
O Café Figueirense, situado no Grund, e gerido por Ana Maria Gomes Rodrigues, voltou este ano a ser distinguido na categoria "melhor escolha", prémio que já havia conquistado em 2007.
Os prémios foram entregues a 7 de Julho no novo centro de conferências junto à Sala Filarmónica do Kirchberg, numa cerimónia organizada pelas entidades promotoras do concurso. Durante o mês de Maio, os consumidores podiam encontrar em quase um milhar de pontos do país boletins e cupões em que deviam indicar as suas lojas, restaurantes e cafés preferidos. Participaram nesta segunda edição 17.550 pessoas, mais quatro mil do que na edição inaugural. O número de estabelecimentos comerciais participantes também havia duplicado relativamente a 2007, de cerca de meio milhar para 950.
Segundo a organização, o concurso pretende estimular a concorrência entre os actores económicos com o objectivo de melhor responder às expectativas e necessidades dos consumidores.
Durante a cerimónia de entrega dos prémios foi anunciado a realização do "Shops and Trends" (lojas e marcas), nome do primeiro Salão do Comércio, do Artesanato e da Horeca, a ter lugar na Luxexpo, no Kirchberg, a 20 de Outubro.
As 21 melhores lojas e comércios do país
Cafés e restaurantes:
Melhor decoração : Foxy, Oberpallen;
Melhor ambiente: Urban, na capital
Melhor escolha: Café Figueirense, Grund;
Melhor relação qualidade/preço: Pizz. San Marino, Peppange;
Amabilidade: Vis-à-Vis, na capital;
As melhores, por zonas do país: Gran Sasso, Schieren (Norte); La Croisette, Remich (Este); Bacchus, capital (Centro); Ondine, Bettembourg (Sul);
Lojas:
Melhor decoração: Centro Comercial Belle Etoile, Bertrange;
Montra mais bonita: Tapis Hertz, na capital;
Melhor escolha: Asport, Ingeldorf;
Melhor serviço pós-venda: Chaussures Zanni, Rumelange;
Amabilidade: Chaussures Léon, na capital;
Pequenas lojas:
As melhores: Calliste, em Diekirch (Norte); Josée R. Härebuttek, Grevenmacher (Este); Bijouterie Kass-Jentgen, na capital (Centro); Chaussures Haas, Esch/Alzette (Sul).
Grandes lojas:
A melhor: Centro Comercial Pall Center, Oberpallen;
Prémios do júri : Modes Anny Wirth, Rédange; e Auberge du Lac, Bavigne.
JLC, Contacto, 23.07.08
Rótulo :
actu_lux,
eco_fin,
modas e lugares
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Indexação dos salários: crónica de uma morte anunciada
Durante o congresso dos cristão-socais em Hesperange, Juncker pessimista
Juncker considera ser possível "voltar a aplicar o 'index'", mas só depois de 2010, e na condição de a inflação descer abaixo dos 2%", ressalvou (actualmente esta situa-se nos 4,3%).
No congresso do CSV (Partido Cristão-Social), que teve lugar a 16 de Julho, em Hesperange, durante o qual fez estas declarações, Juncker chegou mesmo a aconselhar o seu partido a não usar o "index" como argumento de campanha eleitoral para as Legislativas de Junho de 2009. Preconizando "prudência" nas promessas e nos prazos a anunciar para a reintrodução da indexação, o chefe de Governo foi claro com os militantes e líderes do CSV: "Devemos dizer a verdade às pessoas, e a verdade é que teremos de nos habituar a viver com preços altos".
Juncker fez notar que a situação financeira do país já conheceu tempos mais faustos: o crescimento económico desceu de 6,1 para 3 % entre 2006 e 2008 e as receitas provenientes dos impostos ou de taxas, como as do tabaco, foram inferiores a anos anteriores. Acrescente-se a subida constante da inflação e os inflamáveis preços do petróleo, e "nada é menos certo do que o Orçamento de 2009 seja positivo", alertou.
Jean-Claude Juncker criticou ainda sindicatos e organismos que reclamam, a todo o custo, o regresso da indexação.
É preciso saber ler entre as linhas neste pessimismo de Juncker: caso a economia mundial continue na mesma senda e a inflação no Luxemburgo não desça abaixo dos 2 %, nem em 2010 nem nos anos seguintes, então estamos a assistir à morte anunciada da indexação.
Comentário:
O "joker" (de) Juncker
Juncker não disse claramente se seria candidato às Legislativas de 2009, mas todos os membros do partido cristão-social (CSV) conhecem já a resposta...Foto: Anouk AntonyDurante o congresso do CSV (ver artigo principal), o primeiro-ministro Jean-Claude Juncker não disse claramente se seria candidato pelo partido às eleições legislativas de Junho de 2009.
Como habitualmente, Juncker gosta de deixar pairar o "ténue mistério" e no momento derradeiro sabe que o partido lhe outorga liberdade suficiente para tomar uma decisão.
Desta vez, Juncker limitou-se a afirmar lacónico: "Farei tudo para que o meu partido vença as eleições". Eu traduzo: se as sondagens efectuadas semanas antes do sufrágio indicarem que sem um chefe-de-fila carismático o CSV se arrisca a perder as eleições (o partido está no Governo desde 1979!), então Juncker assumir-se-á claramente como cabeça-de-lista.
Caso contrário, Juncker terá liberdade de pensar noutros horizontes. Bruxelas parece cada vez menos uma opção, com o posto de presidente da União Europeia, a que almejava, seriamente comprometido (depois do "não" irlandês ao Tratado de Lisboa, que previa a criação desse cargo em 2010) e com Durão Barroso sucessor ao seu próprio lugar como presidente da Comissão Europeia (cargo para o qual Juncker chegou a ser apontado).
Mas como Juncker está habituado a guardar sempre um "joker" na mão, esperemos então pelas cenas dos próximos capítulos.
José Luís Correia, in Contacto, 23.07.08
Indexação dos salários:
crónica de uma morte anunciada
Para o primeiro-ministro luxemburguês, Jean-Claude Juncker, o Governo só poderá restabelecer a indexação automática dos salários ("index") após 2010, dada a conjuntura económica do país e do mundo.crónica de uma morte anunciada
Juncker considera ser possível "voltar a aplicar o 'index'", mas só depois de 2010, e na condição de a inflação descer abaixo dos 2%", ressalvou (actualmente esta situa-se nos 4,3%).
No congresso do CSV (Partido Cristão-Social), que teve lugar a 16 de Julho, em Hesperange, durante o qual fez estas declarações, Juncker chegou mesmo a aconselhar o seu partido a não usar o "index" como argumento de campanha eleitoral para as Legislativas de Junho de 2009. Preconizando "prudência" nas promessas e nos prazos a anunciar para a reintrodução da indexação, o chefe de Governo foi claro com os militantes e líderes do CSV: "Devemos dizer a verdade às pessoas, e a verdade é que teremos de nos habituar a viver com preços altos".
Juncker fez notar que a situação financeira do país já conheceu tempos mais faustos: o crescimento económico desceu de 6,1 para 3 % entre 2006 e 2008 e as receitas provenientes dos impostos ou de taxas, como as do tabaco, foram inferiores a anos anteriores. Acrescente-se a subida constante da inflação e os inflamáveis preços do petróleo, e "nada é menos certo do que o Orçamento de 2009 seja positivo", alertou.
Jean-Claude Juncker criticou ainda sindicatos e organismos que reclamam, a todo o custo, o regresso da indexação.
É preciso saber ler entre as linhas neste pessimismo de Juncker: caso a economia mundial continue na mesma senda e a inflação no Luxemburgo não desça abaixo dos 2 %, nem em 2010 nem nos anos seguintes, então estamos a assistir à morte anunciada da indexação.
Comentário:
O "joker" (de) Juncker
Juncker não disse claramente se seria candidato às Legislativas de 2009, mas todos os membros do partido cristão-social (CSV) conhecem já a resposta...Foto: Anouk AntonyDurante o congresso do CSV (ver artigo principal), o primeiro-ministro Jean-Claude Juncker não disse claramente se seria candidato pelo partido às eleições legislativas de Junho de 2009.
Como habitualmente, Juncker gosta de deixar pairar o "ténue mistério" e no momento derradeiro sabe que o partido lhe outorga liberdade suficiente para tomar uma decisão.
Desta vez, Juncker limitou-se a afirmar lacónico: "Farei tudo para que o meu partido vença as eleições". Eu traduzo: se as sondagens efectuadas semanas antes do sufrágio indicarem que sem um chefe-de-fila carismático o CSV se arrisca a perder as eleições (o partido está no Governo desde 1979!), então Juncker assumir-se-á claramente como cabeça-de-lista.
Caso contrário, Juncker terá liberdade de pensar noutros horizontes. Bruxelas parece cada vez menos uma opção, com o posto de presidente da União Europeia, a que almejava, seriamente comprometido (depois do "não" irlandês ao Tratado de Lisboa, que previa a criação desse cargo em 2010) e com Durão Barroso sucessor ao seu próprio lugar como presidente da Comissão Europeia (cargo para o qual Juncker chegou a ser apontado).
Mas como Juncker está habituado a guardar sempre um "joker" na mão, esperemos então pelas cenas dos próximos capítulos.
José Luís Correia, in Contacto, 23.07.08
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Xavier Buck, EuroDNS, grande vencedor do Prémio CYEL 2008 - Creative Young Entrepreneur Luxembourg
Prémios CYEL 2008 - Creative Young Entrepreneur Luxembourg
Criatividade empresarial distinguida
A segunda edição dos Prémios CYEL voltou a fazer rimar juventude com dinâmica, espírito empreendedor, arrojo e inovação. Os galardões que visam premiar a nível nacional o jovem empresário mais criativo do ano distinguiram como grande vencedor de 2008 Xavier Buck, fundador e dirigente da EuroDNS.
Xavier Buck tem apenas 38 anos, mas foi já há seis que fundou a EuroDNS, empresa de registo de domínios internet, actualmente com projecção e expressão a nível europeu e mundial. A ideia empresarial, a inovação, o desempenho que a sua empresa conheceu valeram ao único luxemburguês dos três finalistas em liça ser o grande vencedor dos Prémios CYEL 2008 ("Creative Young Entrepreneur Luxembourg").
No discurso de agradecimento, perante mais de 300 convidados do sector financeiro e económico do país, o laureado lamentou haver "tão poucos luxemburgueses inscritos para o prémio no mundo empresarial", deplorando igualmente que muitos dos seus compatriotas "se contentem" com empregos na Função Pública.
Em segundo lugar ficou o francês Emmanuel Vivier, 31 anos, que fundou o Vanksen Group no Luxemburgo também em 2002, agência de publicidade e comunicação especializada no medium internet. Exemplo da inovação do grupo, a empresa lançou o buzz (marketing exponencial pela net) em torno do primeiro encontro de bloguistas do Grão-Ducado (Janeiro de 2007, em Differdange), que havia sido uma iniciativa de três bloguistas portugueses do Luxemburgo (autores do Voyages en Suspens, Lola2Luxe e Os Cadernos do Gaspar, das plataformas Blogspot e Typepad).
O terceiro lugar foi atribuído a outro francês a operar no cibermundo a partir do território grão-ducal, Sylvain Zimmer, que apesar de ser o mais jovem dos finalistas, com apenas 24 anos, é o fundador e director do portal de partilha de música pela internet Jamendo.
A cerimónia de atribuição dos prémios, que contou com a presença do burgomestre da capital, Paul Helminger, e de Edmond Israel, importante banqueiro e dinamizador da praça financeira luxemburguesa, decorreu sexta-feira num dos lugares de prestígio da capital: o histórico edifício-sede da Arcelor-Mittal, na av. de la Liberté. Um dos grupos industriais mais poderosos do globo, n°1 mundial no sector do aço, dirigido pela quarta fortuna do planeta, Lakshmi Mittal (segundo a revista Forbes, Março/2008), quis apadrinhar desta forma potenciais futuros líderes da aldeia económica global.
Lançados em 2007 por iniciativa da Jovem Câmara Económica do Luxemburgo (JCEL), os Prémios CYEL destinam-se a distinguir anualmente os empresários mais criativos a nível nacional, entre os 18 e os 40 anos. Membro da Jovem Câmara Económica Internacional (JCI), federação que conta 200 mil membros em mais de 120 países e cinco mil câmaras económicas locais, a JCEL pretende-se, segundo os seus dirigentes, "criadora de redes de contacto, como fonte de oportunidades". Empresariais, financeiras e económicas, entenda-se. Muitos dos membros são aliás portugueses ou de descendência lusa, como Pedro Castilho ou Custódio Portásio, da organização dos prémios deste ano, que se regozijaram por o concurso ter registado este ano 23 candidatos, "mais 40 % do que em 2007".
E apesar de os valores monetários dos prémios serem simbólicos (1.700 euros para o primeiro classificado, 1.200 para o segundo e 600 para o terceiro, verbas atribuídas pelo Governo luxemburguês), os vencedores e respectivas empresas ganham com o prémio "visibilidade, prestígio e clientes", como testemunhou o laureado do ano passado, Roger Assacker (empresa e-Xstream). Os três finalistas concorrem ainda ao concurso mundial organizado pela JCI, e cuja final terá lugar na Índia, em Novembro.
José Luís Correia, in Contacto, 09.07.08
Criatividade empresarial distinguida
A segunda edição dos Prémios CYEL voltou a fazer rimar juventude com dinâmica, espírito empreendedor, arrojo e inovação. Os galardões que visam premiar a nível nacional o jovem empresário mais criativo do ano distinguiram como grande vencedor de 2008 Xavier Buck, fundador e dirigente da EuroDNS.

Xavier Buck tem apenas 38 anos, mas foi já há seis que fundou a EuroDNS, empresa de registo de domínios internet, actualmente com projecção e expressão a nível europeu e mundial. A ideia empresarial, a inovação, o desempenho que a sua empresa conheceu valeram ao único luxemburguês dos três finalistas em liça ser o grande vencedor dos Prémios CYEL 2008 ("Creative Young Entrepreneur Luxembourg").
No discurso de agradecimento, perante mais de 300 convidados do sector financeiro e económico do país, o laureado lamentou haver "tão poucos luxemburgueses inscritos para o prémio no mundo empresarial", deplorando igualmente que muitos dos seus compatriotas "se contentem" com empregos na Função Pública.
Em segundo lugar ficou o francês Emmanuel Vivier, 31 anos, que fundou o Vanksen Group no Luxemburgo também em 2002, agência de publicidade e comunicação especializada no medium internet. Exemplo da inovação do grupo, a empresa lançou o buzz (marketing exponencial pela net) em torno do primeiro encontro de bloguistas do Grão-Ducado (Janeiro de 2007, em Differdange), que havia sido uma iniciativa de três bloguistas portugueses do Luxemburgo (autores do Voyages en Suspens, Lola2Luxe e Os Cadernos do Gaspar, das plataformas Blogspot e Typepad).
O terceiro lugar foi atribuído a outro francês a operar no cibermundo a partir do território grão-ducal, Sylvain Zimmer, que apesar de ser o mais jovem dos finalistas, com apenas 24 anos, é o fundador e director do portal de partilha de música pela internet Jamendo.
A cerimónia de atribuição dos prémios, que contou com a presença do burgomestre da capital, Paul Helminger, e de Edmond Israel, importante banqueiro e dinamizador da praça financeira luxemburguesa, decorreu sexta-feira num dos lugares de prestígio da capital: o histórico edifício-sede da Arcelor-Mittal, na av. de la Liberté. Um dos grupos industriais mais poderosos do globo, n°1 mundial no sector do aço, dirigido pela quarta fortuna do planeta, Lakshmi Mittal (segundo a revista Forbes, Março/2008), quis apadrinhar desta forma potenciais futuros líderes da aldeia económica global.
Lançados em 2007 por iniciativa da Jovem Câmara Económica do Luxemburgo (JCEL), os Prémios CYEL destinam-se a distinguir anualmente os empresários mais criativos a nível nacional, entre os 18 e os 40 anos. Membro da Jovem Câmara Económica Internacional (JCI), federação que conta 200 mil membros em mais de 120 países e cinco mil câmaras económicas locais, a JCEL pretende-se, segundo os seus dirigentes, "criadora de redes de contacto, como fonte de oportunidades". Empresariais, financeiras e económicas, entenda-se. Muitos dos membros são aliás portugueses ou de descendência lusa, como Pedro Castilho ou Custódio Portásio, da organização dos prémios deste ano, que se regozijaram por o concurso ter registado este ano 23 candidatos, "mais 40 % do que em 2007".
E apesar de os valores monetários dos prémios serem simbólicos (1.700 euros para o primeiro classificado, 1.200 para o segundo e 600 para o terceiro, verbas atribuídas pelo Governo luxemburguês), os vencedores e respectivas empresas ganham com o prémio "visibilidade, prestígio e clientes", como testemunhou o laureado do ano passado, Roger Assacker (empresa e-Xstream). Os três finalistas concorrem ainda ao concurso mundial organizado pela JCI, e cuja final terá lugar na Índia, em Novembro.
José Luís Correia, in Contacto, 09.07.08
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Gasóleo + caro do que a Gasolina 98 octanas ou o Homem como produto em saldos
Enquanto as catástrofes naturais destroem a outra metade do Mundo, deste lado o tsunami é económico: hoje, pela primeira vez desde sempre, o gasóleo ultrapassa o preço da gasolina normal 95 octanas e passa a custar 1,267 euros. É exactamente o dobro do que custava que há cinco anos. Só por isto se vê o que o Mundo mudou desde 2003. O petróleo arrasta todo o resto da economia atrás de si com as consequências das altas de preços e da perda do poder de compra das classes média e baixa que se vêem, alargando ainda mais o fosso entre as classes modestas que possuem cada vez menos meios e as classes abastadas que auferem cada vez mais altos rendimentos.Nós, aqui no Luxemburgo, ainda somos dos mais privilegiados, protegidos nesta ilha, agora quase-ilha, tornando-se a pouco e pouco uma península. Mas a onda de choque do continente económico há-de também abater-se aqui.
Aproveito para aconselhar o excelente texto "Le Bazar Gobal", uma leitura bastante justa e analítica do momento socioeconómico actual no blog do Paulo Lobo, "Voyagens en Suspens", porque apesar de frequentemente ausente em viagem (imaginária ou interior), nem a ele escapa este difícil parto que está a ser o século XXI. Considero inclusive o título muito apropriado, clarividente e de interpretação dupla: "bazar" enquanto sinónimo na gíria popular francesa de "caos, confusão", mas também como sinónimo de "loja onde tudo está à venda e pode ser comprado".
O mundo globalizado quer dizer afinal que (e o Paulo compreendeu-o bem!) o mundo está à venda e nós todos também fazemos parte do "brinde". E se os senhores do mundo, os magnatas dos grandes conglomerados multinacionais, que monopolizam ("monolitizam") a economia global, quiserem subir os bens de consumo em alta não haverá como definir-lhes limites. Nem se nos quiserem vender a nós ao desbarato haverá fuga possível aos saldos globais.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Estudo sobre os altos rendimentos no Luxemburgo revela
Melhores ordenados estão nas mãos dos funcionários europeus
Por categoria profissional, estes altos rendimentos pertencem a, por ordem decrescente: funcionários europeus e de outras instituições internacionais (35 %); funcionários públicos luxemburgueses (20 %); independentes (16 %); e "employés privés", ou empregados por conta de outrem (14 %).

Por nacionalidade, são os cidadãos da União Europeia os que dispõem, na sua grande maioria, dos mais altos rendimentos do país. A grande excepção são os portugueses e os italianos, tendo em conta a sua sobre-representatividade no resto da população com ordenados baixos e médios relativamente aos dos funcionários europeus dessas nacionalidades. Os luxemburgueses estão representados timidamente nos altos rendimentos, mas constituem a grande maioria da classe média superior, mostra o estudo.
A maioria dos altos rendimentos pertencem a pessoas com idades compreendidas entre os 50 e os 65 anos, no auge ou praticamente no término da sua carreira profissional, e que residem, maioritariamente (60 %), na capital ou em Capellen, onde o preço dos terrenos e das habitações também são os mais elevados, quando apenas 30 % da população total do país reside nesses cantões (distritos). Inversamente, o cantão de Esch/Alzette, que reagrupa 34 % da população total, conta apenas 16 % de moradores com rendimentos altos.
Os rendimentos da maior parte das pessoas consideradas "ricas" provêm de um trabalho remunerado. São 75 % neste caso. Os restantes "afortunados" têm rendimentos pessoais que provêm de investimentos (5 %), transferências privadas (1 %) e reformas ou pensões (11 %).
Ainda segundo o CEPS/Instead, os 10 % mais ricos do Luxemburgo auferem ordenados ou dispõem de rendimentos três vezes e meia superiores aos 10 % mais pobres.
Os rendimentos das pessoas mais pobres do país rondam os 16.100 euros/ano, enquanto a maior parte da população tem, em média, rendimentos que chegam aos 29.680 euros anuais, 1,8 vezes superior aos rendimentos mais modestos.
José Luís Correia (in Contacto, 16.04.08)
Cerca de 10 % dos habitantes do Luxemburgo têm rendimentos anuais que ultrapassam, em média, os 56.280 euros, segundo um estudo recente do Centro de Estudos das Populações, Pobreza e Políticas Sócio-Económicas do Luxemburgo (CEPS/Instead).
Por categoria profissional, estes altos rendimentos pertencem a, por ordem decrescente: funcionários europeus e de outras instituições internacionais (35 %); funcionários públicos luxemburgueses (20 %); independentes (16 %); e "employés privés", ou empregados por conta de outrem (14 %).

Por nacionalidade, são os cidadãos da União Europeia os que dispõem, na sua grande maioria, dos mais altos rendimentos do país. A grande excepção são os portugueses e os italianos, tendo em conta a sua sobre-representatividade no resto da população com ordenados baixos e médios relativamente aos dos funcionários europeus dessas nacionalidades. Os luxemburgueses estão representados timidamente nos altos rendimentos, mas constituem a grande maioria da classe média superior, mostra o estudo.
A maioria dos altos rendimentos pertencem a pessoas com idades compreendidas entre os 50 e os 65 anos, no auge ou praticamente no término da sua carreira profissional, e que residem, maioritariamente (60 %), na capital ou em Capellen, onde o preço dos terrenos e das habitações também são os mais elevados, quando apenas 30 % da população total do país reside nesses cantões (distritos). Inversamente, o cantão de Esch/Alzette, que reagrupa 34 % da população total, conta apenas 16 % de moradores com rendimentos altos.
Os rendimentos da maior parte das pessoas consideradas "ricas" provêm de um trabalho remunerado. São 75 % neste caso. Os restantes "afortunados" têm rendimentos pessoais que provêm de investimentos (5 %), transferências privadas (1 %) e reformas ou pensões (11 %).
Ainda segundo o CEPS/Instead, os 10 % mais ricos do Luxemburgo auferem ordenados ou dispõem de rendimentos três vezes e meia superiores aos 10 % mais pobres.
Os rendimentos das pessoas mais pobres do país rondam os 16.100 euros/ano, enquanto a maior parte da população tem, em média, rendimentos que chegam aos 29.680 euros anuais, 1,8 vezes superior aos rendimentos mais modestos.
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José Luís Correia (in Contacto, 16.04.08)
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