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quinta-feira, 30 de agosto de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Higgs : "Nunca pensei viver para ver este dia"
Peter Higgs, o cientista britânico que deu o nome ao “bosão de Higgs” e que em 1964 publicou a teoria da existência da partícula subatómica que confere massa, disse estar “deliciado” com a provável confirmação da teoria.
“Nunca esperei que isto acontecesse enquanto eu fosse vivo, e vou pedir à minha família que ponha champanhe no frigorífico”, disse o cientista, de 83 anos, numa declaração à imprensa na quarta-feira.
Higgs vive em Edimburgo, a capital da Escócia, mas esteve na ontem presente em Genebra, quando a Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (CERN, na sigla francesa) anunciou a descoberta de uma partícula subatómica “consistente” com o bosão que tem o nome do cientista.
No entanto, o CERN não confirmou ainda que a nova partícula descoberta seja o tão procurado "bosão de Higgs".
“É uma coisa incrível, que isto aconteça enquanto eu sou vivo”, disse Higgs, que recebeu uma ovação de pé quando chegou ao auditório do CERN. Higgs sentou-se, no auditório, ao lado do físico belga Francois Englert, de 79 anos, que contribuiu também de forma separada para a teoria.
“Só quero dizer que os meus pensamentos vão para Robert Brout”, disse Englert, em lágrimas, que louvou o terceiro cientista pioneiro, que morreu em 2011, sem ver provada a teoria.
O que é o bosão de Higgs?
Se existir, o Bosão de Higgs pode mudar tudo o que sabemos sobre o Universo e a Natureza. O bosão de Higgs é uma partícula elementar,que se supõe terá surgido logo após o Big Bang, ou seja, a explosão que deu origem ao nascimento do Universo.
A sua escala pode ser maciça e validar o modelo padrão actual das restantes partículas elementares. É a única partícula do modelo padrão que ainda não foi observada, mas pode representar a chave para explicar a origem da massa das outras partículas elementares.
O bosão de Higgs combina duas forças da natureza e mostra que são, de facto, aspetos diferentes de uma mesma força maior, sendo que esta partícula é a responsável pela existência de massa nas partículas elementares.
O bosão de Higgs foi predito em 1964 por vários cientistas, mas só até há bem pouco tempo, quando o Colisionador de Partículas norte-americano Tevatron e o Largo Colisionador de Hadrões (LHC), na Suíça, começaram a funcionar é que passaram a existir condições tecnológicas de procurar a possível existência do bosão.
Depois de quase meio século de investigação, e dezenas de milhar de milhões de euros investidos, os cientistas acreditam ter descoberto agora o bosão.
A Alemanha, o país que mais investiu no processo de descoberta da partícula, já saudou a descoberta, que Berlim considerou como histórica.
“A busca pelo bosão de Higgs durou quase 50 anos, mais é possível que tenha sido atingido. A persistência e a curiosidade dos investigadores foram recompensados. Felicito as equipas por esta descoberta sensacional”, disse em comunicado Annette Schavan, ministra alemã na investigação científica.
A descoberta da partícula permitiu também aos cientistas respirarem de alívio, uma vez que confirma a teoria que identifica os blocos constitutivos da matéria ("building blocks of life").
“O bosão de Higgs tinha sido antecipado há mais de quatro décadas e, se não existisse, os teóricos de todo o mundo teriam de voltar ao início, em desespero”, disse Anthony Thomas, da universidade australiana de Adelaide, citado pela agência noticiosa France Presse.
“Nunca esperei que isto acontecesse enquanto eu fosse vivo, e vou pedir à minha família que ponha champanhe no frigorífico”, disse o cientista, de 83 anos, numa declaração à imprensa na quarta-feira.
Higgs vive em Edimburgo, a capital da Escócia, mas esteve na ontem presente em Genebra, quando a Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (CERN, na sigla francesa) anunciou a descoberta de uma partícula subatómica “consistente” com o bosão que tem o nome do cientista.
No entanto, o CERN não confirmou ainda que a nova partícula descoberta seja o tão procurado "bosão de Higgs".
“É uma coisa incrível, que isto aconteça enquanto eu sou vivo”, disse Higgs, que recebeu uma ovação de pé quando chegou ao auditório do CERN. Higgs sentou-se, no auditório, ao lado do físico belga Francois Englert, de 79 anos, que contribuiu também de forma separada para a teoria.
“Só quero dizer que os meus pensamentos vão para Robert Brout”, disse Englert, em lágrimas, que louvou o terceiro cientista pioneiro, que morreu em 2011, sem ver provada a teoria.
O que é o bosão de Higgs?
Se existir, o Bosão de Higgs pode mudar tudo o que sabemos sobre o Universo e a Natureza. O bosão de Higgs é uma partícula elementar,que se supõe terá surgido logo após o Big Bang, ou seja, a explosão que deu origem ao nascimento do Universo.
A sua escala pode ser maciça e validar o modelo padrão actual das restantes partículas elementares. É a única partícula do modelo padrão que ainda não foi observada, mas pode representar a chave para explicar a origem da massa das outras partículas elementares.
O bosão de Higgs combina duas forças da natureza e mostra que são, de facto, aspetos diferentes de uma mesma força maior, sendo que esta partícula é a responsável pela existência de massa nas partículas elementares.
O bosão de Higgs foi predito em 1964 por vários cientistas, mas só até há bem pouco tempo, quando o Colisionador de Partículas norte-americano Tevatron e o Largo Colisionador de Hadrões (LHC), na Suíça, começaram a funcionar é que passaram a existir condições tecnológicas de procurar a possível existência do bosão.
Depois de quase meio século de investigação, e dezenas de milhar de milhões de euros investidos, os cientistas acreditam ter descoberto agora o bosão.
A Alemanha, o país que mais investiu no processo de descoberta da partícula, já saudou a descoberta, que Berlim considerou como histórica.
“A busca pelo bosão de Higgs durou quase 50 anos, mais é possível que tenha sido atingido. A persistência e a curiosidade dos investigadores foram recompensados. Felicito as equipas por esta descoberta sensacional”, disse em comunicado Annette Schavan, ministra alemã na investigação científica.
A descoberta da partícula permitiu também aos cientistas respirarem de alívio, uma vez que confirma a teoria que identifica os blocos constitutivos da matéria ("building blocks of life").
“O bosão de Higgs tinha sido antecipado há mais de quatro décadas e, se não existisse, os teóricos de todo o mundo teriam de voltar ao início, em desespero”, disse Anthony Thomas, da universidade australiana de Adelaide, citado pela agência noticiosa France Presse.
terça-feira, 15 de maio de 2012
sábado, 1 de outubro de 2011
As 3 leis de Arthur C. Clarke
1- Quando um cientista ilustre mas já velho considera que algo é possível, tem quase sempre razão. Quando ele afirma que algo é impossível, quase nunca tem razão.
2- A única forma de descobrir os limites do possível é aventurarmo-nos um pouco mais além, no impossível.
3- Toda a tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da magia.
2- A única forma de descobrir os limites do possível é aventurarmo-nos um pouco mais além, no impossível.
3- Toda a tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da magia.
sábado, 24 de setembro de 2011
CERN prova que cientista português Magueijo estava certo e Einstein errado


Nem de propósito, no dia seguinte a ter postado o meu texto sobre João Magueijo, caiu uma notícia que, a ser confirmada, dá razão a Magueijo, que afirma desde o fim dos anos 1990 que Einstein estava errado quando estipulou que nada podia viajar mais rápido que a velocidade da luz.
CERN faz viajar neutrinos mais rápidos que a luz
Os neutrinos, partículas elementares da matéria, foram medidos a uma velocidade que ultrapassa ligeiramente a velocidade da luz, considerada até agora como um "limite intransponível", anunciaram quinta-feira físicos do centro de investigação europeu CERN.
Caso seja confirmado por outras experiências, este "resultado surpreendente" e "totalmente inesperado" face às teorias formuladas por Albert Einstein poderá abrir "perspectivas teóricas completamente novas", sublinha o Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS, na sigla em francês), em França.
As medições efectuadas pelos especialistas com experiência internacional desta investigação, a que se chamou Opera, concluíram que um feixe de neutrinos percorreu os 730 kms que separam as instalações do Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN), em Genebra, do laboratório subterrâneo de Gran Sasso, no centro de Itália, a 300,006 quilómetros por segundo, ou seja, uma velocidade superior em seis quilómetros por segundo à velocidade da luz.
"Por outras palavras, para uma corrida de 730 quilómetros, os neutrinos cruzaram a linha de chegada com 20 metros de avanço" sobre a luz, caso esta tivesse percorrido a mesma distância terrestre, exemplifica o CNRS.
"Longos meses de investigação e de verificações não nos permitiram identificar um efeito instrumental que explique o resultados das nossas medições", reconheceu o porta-voz da investigação Opera, Antonio Freditato, que se mostrou "ansioso" por comparar estes resultados com outras experiências.
"Tendo em conta o enorme impacto que tal resultado poderá ter na Física, são necessárias medições independentes para que o efeito observado possa ser refutado ou então formalmente estabelecido", sublinha o CNRS.
"É por isso que os investigadores do projecto Opera desejam abrir este resultado a um exame mais amplo por parte da comunidade de físicos", acrescenta.
LUSA, 22/09/2011
____________
Neutrinos mais rápidos que a luz podem abrir portas para viajar no tempo
A confirmação da existência de uma partícula mais rápida que a luz vai abrir portas à hipótese de se poder "viajar no tempo", defendeu o investigador português do Conselho da Organização Europeia para a Investigação Nuclear (CERN).
A existência de algo mais rápido que a luz não deveria acontecer de acordo com a teoria de Einstein que tornou famosa a equação “E=mc2”. No entanto, o CERN anunciou na quinta-feira uma experiência que defende que os neutrinos são 60 nanossegundos mais rápidos que a luz.
“Se esta experiência se confirmar haverá uma enorme revolução na física, que trará graves consequências, porque há uma quantidade de coisas que achávamos que estavam descobertas e afinal não estão”, disse à Lusa Gaspar Barreira, o cientista português que pertence ao Conselho do CERN.
Gaspar Barreira lembra que caso haja a confirmação da descoberta, esta vai “mexer com o princípio da causalidade” e até permitir a hipótese de se poder “andar para trás no tempo e condicionar no futuro uma ação do passado”.
"O mundo é muito mais complexo do que as nossas teorias científicas. Não fazemos a mais pequena ideia do que se passa com 95 por cento do universo", lembrou o também presidente do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP).
Gaspar Barreira estava na reunião mensal do CERN, em Genebra, quando soube os resultados da investigação, que só viriam a ser publicamente divulgados horas mais tarde.
“Há resultados que eu esperava, mas nunca este. Há poucas gerações que podem viver estas experiências”, disse, emocionado, o cientista, que acredita que os próximos anos sejam de grandes descobertas, "tal como aconteceu na viragem do século passado".
À Lusa o físico explicou a experiência agora revelada: "Foram disparados um feixe de neutrinos do acelerador de partículas situado perto de Genebra para um laboratório subterrâneo em Itália, a 730 quilómetros de distância". Resultado: o neutrino viajou 60 nanossegundos mais rápido que a velocidade da luz.
Os investigadores envolvidos neste projecto já pediram à comunidade científica internacional que confirmem ou excluam esta a experiência. “Isto não é uma descoberta, é um resultado experimental que é preciso confirmar”, sublinhou Gaspar Barreira.
O professor José Pedro Mimoso, do Departamento de Física da Universidade de Lisboa, explicou o "pedido" dos investigadores: um nanossegundo é mil milhões de vezes mais pequeno que um segundo e por isso tem de se colocar a hipótese de haver um “erro sistémico” e para isso "basta que haja um detector que não está bem calibrado”.
Os dois portugueses sublinham que estas descobertas não põem em causa nem destroem a teoria de Einsten. Caso se confirme, será uma informação adicional à teoria. "Em ciência não se deita por terra descobertas anteriores", lembrou Gaspar Barreiros.
E como é que a comunidade científica está a viver o momento? “Há três sentimentos: a perplexidade e o cepticismo, porque a teoria de Einsten já foi muitas vezes confirmada, mas também a excitação perante algo inesperado”, resumiu José pedro Mimoso.
Por enquanto, a velocidade da luz - 299.792 quilómetros por segundo - continua a ser considerada o limite de velocidade cósmica.
Lusa, 23/09/2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
O Big Bang segundo o cosmólogo português João Magueijo
... ou como um alentejano ousou pôr em causa a célebre fórmula E=mc2 de Albert Einstein.
__________
João Magueijo nasceu em Évora, em 1967. Magueijo integra o Grupo de Física Teórica do Imperial College, em Londres e é autor da polémica Teoria da Velocidade Variável da Luz (VSL, Varying Speed of Light).
João Magueijo licenciou-se em Física na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e mudou-se para Cambridge, em Inglaterra. Assegurou uma bolsa do Trinity College para fazer o mestrado e o doutoramento em Cambridge, onde acabou por permanecer como investigador mas desta feita no St. John's College.
Desenvolveu trabalho de investigação no St. John College, na Universidade de Cambridge.
Aos 11 anos o pai ofereceu-lhe um livro escrito por Albert Einstein e Leopold Infeld, o qual revolucionou sua vida, confiou em várias entrevistas.
É autor de uma teoria que põe em causa a premissa mais básica da Teoria da Relatividade de Einstein (E=mc2): a de que a velocidade da luz (300 mil km/segundo) no vácuo é sempre constante. O português ousou pôr em causa um dos pilares da Física moderna ao afirmar que a velocidade da luz nem sempre foi constante, questionando um dos pressupostos da Teoria da Relatividade formulada por Einstein, precisamente o postulado de que a velocidade da luz é imutável.
A sua teoria também lança uma nova explicação sobre o nascimento do universo, estando mais perto da "velhinha" Teoria do Big Bang do que da recente Teoria da Inflação Cósmica, o que lhe valeu as iras da comunidade científica que recentemente tinha aderido a esta última teoria.
Magueijo explica a sua luta para impor as suas ideias no livro "Faster Than The Speed of Light, The Story of a Scientific Speculation" (2003). Em 13 de Maio de 2008, o canal britânico Science deu-lhe a oportunidade de gravar um programa (que aqui postamos) para vulgarizar a sua teoria junto de um público mais leigo.
Presentemente lecciona Física Teórica no Imperial College de Londres.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Descobertas supernovas superbrilhantes
Astrónomos norte-americanos descobriram recentemente um novo tipo de supernovas, dez vezes mais brilhante do que os outros dois tipos, revela a revista científica Nature.Até agora, os cientistas pensavam que a radiação electromagnética das supernovas se devia à radioactividade emitida por elementos recém-sintetizados, como o níquel, calor da explosão e interação entre os fragmentos da estrela e hidrogénio.
O novo tipo supernova observado revela indícios de hidrogénio e emite luz ultravioleta, luz esta que é responsável pelo seu brilho mais intenso e por brilhar por períodos de tempo mais longos. Sendo mais visíveis que outras supernovas, este novo tipo permitirá aos cientistas investigarem regiões do universo muito mais distantes.
Foto: NASA/ESA
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
NASA descobre bactérias em arsénico e abre novas possibilidades na investigação de vida extraterrestre
A conferência de imprensa que a NASA convocou para hoje e que começou às 20h (hora do Luxemburgo) e terminou agora serviu para anunciar que os cientistas da NASA encontraram num lago na Califórnia, nos EUA, bactérias que vivem em arsénico, uma descoberta que irá ter impacto na investigação de formas de vida extraterrestre..
A descoberta foi precedida de muitas especulações em blogues ligados a temas da tecnologia, como o Gawker e o PC World, que nos últimos dias falavam na possibilidade de a agência norte-americana anunciar hoje que teria encontrado vida fora da Terra.
Estas especulações resultaram, sobretudo, da própria convocatória da conferência de imprensa, em que a NASA anunciava “uma descoberta astrobiológica” que teria impacto na pesquisa de vida extraterrestre.
A descoberta, mesmo não sendo histórica, mudará as investigações nesta área da NASA, que até agora só procurou vida em planetas com os elementos que os cientistas acreditavam serem os únicos que podiam acolhê-la.
As formas de vida até agora conhecidas são compostas por seis elementos: carbono, hidrogénio, nitrogénio, oxigénio, enxofre e fósforo.
“Ainda que estes seis elementos componham os ácidos nucleicos, as proteínas e os lípidos e, portanto, a maior parte da matéria viva, é possível, teoricamente, que outros elementos da tabela periódica possam cumprir as mesmas funções”, refere o estudo, que foi dirigido por Felisa Wolfe Simon, do Instituto de Astrobiologia da NASA.
Os investigadores descobriram nas águas tóxicas e salubres do lago Mono, na Califórnia, uma bactéria que pode substituir o fósforo por arsénio, ao ponto de incorporar este elemento no seu ADN.
Os investigadores explicaram que esta descoberta abre a possibilidade de existirem formas de vida em planetas que não têm fósforo na sua atmosfera.
A descoberta foi precedida de muitas especulações em blogues ligados a temas da tecnologia, como o Gawker e o PC World, que nos últimos dias falavam na possibilidade de a agência norte-americana anunciar hoje que teria encontrado vida fora da Terra.
Estas especulações resultaram, sobretudo, da própria convocatória da conferência de imprensa, em que a NASA anunciava “uma descoberta astrobiológica” que teria impacto na pesquisa de vida extraterrestre.
A descoberta, mesmo não sendo histórica, mudará as investigações nesta área da NASA, que até agora só procurou vida em planetas com os elementos que os cientistas acreditavam serem os únicos que podiam acolhê-la.
As formas de vida até agora conhecidas são compostas por seis elementos: carbono, hidrogénio, nitrogénio, oxigénio, enxofre e fósforo.
“Ainda que estes seis elementos componham os ácidos nucleicos, as proteínas e os lípidos e, portanto, a maior parte da matéria viva, é possível, teoricamente, que outros elementos da tabela periódica possam cumprir as mesmas funções”, refere o estudo, que foi dirigido por Felisa Wolfe Simon, do Instituto de Astrobiologia da NASA.
Os investigadores descobriram nas águas tóxicas e salubres do lago Mono, na Califórnia, uma bactéria que pode substituir o fósforo por arsénio, ao ponto de incorporar este elemento no seu ADN.
Os investigadores explicaram que esta descoberta abre a possibilidade de existirem formas de vida em planetas que não têm fósforo na sua atmosfera.
Rótulo :
ciências,
Midgard Book
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
NASA convoca conferência de imprensa para falar de vida extraterrestre, esta quinta-feira
A agência espacial norte-americana NASA convocou para esta quinta-feira, 2 de Dezembro, às 20h (GMT + 1, 14 horas em Washington) uma conferência de imprensa onde disse que fará um anúncio sobre uma descoberta que fez no ramo da exobiologia e que, segundo o site da agência, "vai ser de grande impacto na busca de vida extraterrestre".A Exobiologia estuda a origem e evolução da vida fora da Terra.
Vida numa das luas de Saturno?
Especula-se que a conferência vai falar do que a sonda Cassini detectou na semana passada: uma tênue atmosfera com oxigénio e dióxido de carbono em Reia, uma das luas de Saturno. É a primeira vez que
uma sonda terrestre descobre uma atmosfera com oxigénio fora da Terra.Outros garantem que a NASA vai falar da descoberta de arsénico em Titã, maior satélite de Saturno, e sobre as bactérias que se alimentam deste elemento para efectuar a fotossíntese. Além disso, Titã pode possuir lagos de hidrocarbonetos, vulcões gelados, e os cientistas pensam que o metano se comporta nesse astro como a água na Terra, evaporando e chovendo, em ciclos.
Uma resposta à nossa mensagem?
Em Janeiro de 2005, foi lançada a sonda Huygens que tirou as primeiras fotografias da superfície de Titã, mas devido ao nevoeiro, e mesmo com fotografias muito ficou por saber. Esta sonda levou consigo um milhão de mensagens de pessoas à volta do mundo. As mensagens foram enviadas pela internet, gravadas num cd-rom e lançadas com a sonda. Será que a NASA obteve uma resposta às nossas mensagens?
Vida ARN em vez de ADN?
Outros rumores evocam a possibilidade de a NASA vir anunciar que descobriu vida com base no ARN em vez do ADN.

O ARN ou ácido ribonucleico é o responsável pela síntese de proteínas da célula. O ARN é um polímero de nucleótidos, geralmente em cadeia simples, e não em dupla hélice como o ADN (ver imagem), mas pode, por vezes, ser dobrado. As moléculas formadas por RNA possuem dimensões muito inferiores às formadas pelo ADN. Na sua essência uma vida com base no ARN seria uma vida exactamente contrária à nossa, baseada no ADN.
A conferência de imprensa será transmitida em directo e ao vivo desde o auditório da NASA em Washington, pela NASA TV e pelo site da agência http://www.nasa.gov
Rótulo :
actu_mundo,
ciências,
Midgard Book
sexta-feira, 14 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Considerações sobre a Porta do Universo: Stargate Universe
Hoje, falo enquanto fã de SGU.
SGU? Stargate Universe. Em difusão no canal Sci-fi Universal (EUA) desde Setembro. Vai no 16° episódio. Este novo spin-off da série Stargate (filme de 1994), tem muito potencial, apesar das críticas e dos detractores. Mais do que o Stargate Atlantis (SGA), de certeza. Atrevo-me a dizer até, mais do que o Stargate (SG-1).
Saibam os argumentistas tirar proveito da situação. Ou seja, humanos a bordo de uma nave lantiana (dos Antigos) perdidos algures muito além da Via Láctea e da Galáxia de Pégaso. Fantástico, não? Novas espécies, novos mundos, novas galáxias, novos paradigmas.
Único senão de todas as séries SG e que desvirtuaram do filme original, o facto de toda a gente falar inglês, em todos os quadrantes do universo.
Ao menos, os trekkies inventaram o tradutor universal, o que facilitou os "primeiros contactos" e ajudou a criar uma Federação. Está na hora de a tecnologia dos Antigos fornecer algo parecido aos humanos, não acham?
Sempre achei que a série Star Trek inventava alienígenas a torto e a direito. Para isso era apenas preciso enfiar uma máscara a um gajo, pintalgar-lhe a cara, enfiar-lhes umas lentes de contacto, e voilá!
Ao menos, as séries SG alimentaram-se do mito dos "greys", das religiões, dos nossos mitos e lendas e deram-nos os Asgaard, os Goual'd, os Nox. E de vez em quando lá aparecem umas espécies que não são nem bípedes nem humanóides.
Agora, coincidência curiosa: tanto nas séries Star Trek como nas SG, os robots escasseiam. Há uns hologramas e há, claro, o Data no Star Trek, os cyborgs mauzões, mas exceptuando isso nada tipo os bons velhos R2-D2 ou C3PO... Nas séries SG é ainda mais aflitivo. Mas concedo que a invenção do "kino" no SGU é uma excelente ideia.
A minha personagem favorita no SGU: o capitão açoriano "Louis Ferreira" e o puto, Eli Wallace.
Gosto de Star Trek, mas o problema em que a linha do tempo é num futuro longíquo. Mesmo a série Entreprise (NX-01), suposta desenrolar-se o mais próxima de nós no tempo, decorre nos anos 2150-55. A série original, com Kirk e Spock, desenrola-se em meados do séc. XXIII e vai até ao fim do século com os filmes dos anos 80 e 90; The Next Generation, Deep Space Nine e Voyager decorrem nos anos 2360-2380.
É precisamente essa, para mim, a vantagem das séries Stargate: desenrolam-se no tempo presente. E mesmo se a maior parte da Humanidade não é suposta saber que esta já começa a ter embaixadores em galáxias mais além, gosto da(s) história(s).
Para os fãs de sci-fi, aconselho a este propósito "Gravidade Zero" ("Defying Gravity", no original) que passa na Fox (Meo) em horas absurdas, mas enfim. A trama decorre em 2050 e conta a história dos primeiros passos humanos pelo sistema solar. Gosto bastante. A história é realista, as datas também. Se considerarmos que nos anos 1970 e 80, a Nasa previra criar uma base lunar em 2015 e uma em Marte em 2045, acho que esta série percebeu que a Humanidade está muito atrasada na sua agenda espacial.
Deixo-vos aqui os trailers de SGU e de Gravidade Zero.
SG 4 ever
and it's just the beginning :-)
STARGATE UNIVERSE teaser
GRAVIDADE ZERO teaser
SGU? Stargate Universe. Em difusão no canal Sci-fi Universal (EUA) desde Setembro. Vai no 16° episódio. Este novo spin-off da série Stargate (filme de 1994), tem muito potencial, apesar das críticas e dos detractores. Mais do que o Stargate Atlantis (SGA), de certeza. Atrevo-me a dizer até, mais do que o Stargate (SG-1).
Saibam os argumentistas tirar proveito da situação. Ou seja, humanos a bordo de uma nave lantiana (dos Antigos) perdidos algures muito além da Via Láctea e da Galáxia de Pégaso. Fantástico, não? Novas espécies, novos mundos, novas galáxias, novos paradigmas.
Único senão de todas as séries SG e que desvirtuaram do filme original, o facto de toda a gente falar inglês, em todos os quadrantes do universo.
Ao menos, os trekkies inventaram o tradutor universal, o que facilitou os "primeiros contactos" e ajudou a criar uma Federação. Está na hora de a tecnologia dos Antigos fornecer algo parecido aos humanos, não acham?
Sempre achei que a série Star Trek inventava alienígenas a torto e a direito. Para isso era apenas preciso enfiar uma máscara a um gajo, pintalgar-lhe a cara, enfiar-lhes umas lentes de contacto, e voilá!
Ao menos, as séries SG alimentaram-se do mito dos "greys", das religiões, dos nossos mitos e lendas e deram-nos os Asgaard, os Goual'd, os Nox. E de vez em quando lá aparecem umas espécies que não são nem bípedes nem humanóides.
Agora, coincidência curiosa: tanto nas séries Star Trek como nas SG, os robots escasseiam. Há uns hologramas e há, claro, o Data no Star Trek, os cyborgs mauzões, mas exceptuando isso nada tipo os bons velhos R2-D2 ou C3PO... Nas séries SG é ainda mais aflitivo. Mas concedo que a invenção do "kino" no SGU é uma excelente ideia.
A minha personagem favorita no SGU: o capitão açoriano "Louis Ferreira" e o puto, Eli Wallace.
Gosto de Star Trek, mas o problema em que a linha do tempo é num futuro longíquo. Mesmo a série Entreprise (NX-01), suposta desenrolar-se o mais próxima de nós no tempo, decorre nos anos 2150-55. A série original, com Kirk e Spock, desenrola-se em meados do séc. XXIII e vai até ao fim do século com os filmes dos anos 80 e 90; The Next Generation, Deep Space Nine e Voyager decorrem nos anos 2360-2380.
É precisamente essa, para mim, a vantagem das séries Stargate: desenrolam-se no tempo presente. E mesmo se a maior parte da Humanidade não é suposta saber que esta já começa a ter embaixadores em galáxias mais além, gosto da(s) história(s).
Para os fãs de sci-fi, aconselho a este propósito "Gravidade Zero" ("Defying Gravity", no original) que passa na Fox (Meo) em horas absurdas, mas enfim. A trama decorre em 2050 e conta a história dos primeiros passos humanos pelo sistema solar. Gosto bastante. A história é realista, as datas também. Se considerarmos que nos anos 1970 e 80, a Nasa previra criar uma base lunar em 2015 e uma em Marte em 2045, acho que esta série percebeu que a Humanidade está muito atrasada na sua agenda espacial.
Deixo-vos aqui os trailers de SGU e de Gravidade Zero.
SG 4 ever
and it's just the beginning :-)
STARGATE UNIVERSE teaser
GRAVIDADE ZERO teaser
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sábado, 27 de fevereiro de 2010
Cidadãos ibéricos chamados a colaborar no desenvolvimento de grandes projectos científicos
Qualquer cidadão pode ajudar no desenvolvimento de grandes projectos científicos. Basta ter um computador em casa e ligá-lo a uma plataforma de computação voluntária, o Ibercivis, para que realize alguns dos cálculos da investigação.Através do Ibercivis, uma iniciativa ibérica, o equipamento pessoal é ligado à plataforma e fica a trabalhar durante a noite, realizando cálculos, depois enviados para a central.
O Ibercivis nasceu de uma colaboração ibérica, envolvendo várias instituições científicas dos dois países, e procura o apoio dos cidadãos para desenvolver investigação em áreas tão diferentes como o tratamento da paramiloidose, conhecida como a doença dos pezinhos, a fusão nuclear ou o desenvolvimento de nanomateriais.
Numerosas escolas dos dois países vão estar envolvidas no Ibercivis através da ligação dos seus computadores, o que permitirá a alunos e professores contribuir para o avanço científico e contactar com a investigação que está a ser feita nos laboratórios nacionais e estrangeiros.
Para presidente da Ciência Viva - Agência portuguesa para a Cultura Científica e Tecnológica, Rosália Vargas, esta "é uma oportunidade de envolver o cidadão, todas as pessoas, de todas as idades e de todas as formações". E acrescentou: "Basta que tenha um computador e que queiram colocá-lo ao serviço da ciência".
Trata-se de "pôr os computadores a fazer cálculos imensos, necessários em vários projetos de investigação. É uma forma de participação que parece passiva, mas é activa", realçou a responsável.
Rosália Vargas frisou ainda que o projecto, que agora se inicia em Portugal, permite "fazer a ligação entre a comunidade científica e as escolas e entre a comunidade científica e a comunidade em geral".
A forma de aderir a este "movimento social de cidadania científica" está descrita na página na internet do projecto: www.oseucomputadorfazciencia.pt.
Neste portal é possível ver, no mapa de Portugal, rastos de luz que mostram como os computadores estão a ser activados e a passar a informação dos cálculos para os grandes computadores centrais.
O Ibercivis foi apresentado esta semana em Lisboa por responsáveis de instituições que participam no projecto, como o presidente do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIB), Gaspar Barreira, Rui Brito, do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, Fermín Serrano Sanz, da Ibercivis Communications and Outreach e Victor Castelo, do Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC).
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
The Future is Now : 2009 - Year of Innovation, Creativity and Discovering the Universe

Em 2009, a Humanidade comemora 400 anos da publicação da “Astronomia Nova“, a obra de Johannes Kepler (primeira imagem) que, ao divulgar as leis fundamentais das órbitas planetárias elípticas mudou radicalmente a nossa visão do Mundo e do Universo.

O ano de 1609 foi também importante para a astronomia pois foi quando se deram as primeiras observações astronómicas por Galileo Galilei (segunda imagem). Com o primeiro telescópio, construído, por si mesmo, observou as primeiras montanhas lunares, manchas solares, as fases de Vénus e os satélites de Jupiter.
Ambas as descobertas impulsionaram de modo definitivo a Física clássica ao levar Isaac Newton a propor a Lei da Gravitação Universal, apenas seis décadas depois.
Em Dezembro de 2007, sob proposta do Governo italiano, a Unesco, organismo da ONU
para a Educação, as Ciências e a Cultura, declarou 2009, “Ano Internacional da Astronomia“. A União Astronómica Internacional (IAU) declarou o ano subordinado à temática "Universo, descobre os seus segredos".O objectivo primeiro desta celebração é transmitir o entusiasmo pela descoberta pessoal, o prazer de partilhar conhecimento sobre o Universo e o nosso lugar nele e a importância da cultura e da investigação científica.
No Luxemburgo o Fundo Nacional da Investigação (Fonds National de la Recherche) criou o Comité IYA2009-LU e até já puseram um blogue em linha em www.astronomy2009.lu. O lançamento oficial está marcado para 7 de Março no Grão-Ducado, mas a primeira actividade tem já lugar a 17 de Janeiro: trata-se de um estágio de astronauta para jovens dos 13 aos 15 anos no Euro Space Center, na Bélgica.
O lançamento oficial do Ano Mundial está marcado para 15 e 16 de Janeiro na sede da Unesco, em Paris.
Relembro a este propósito a existência de uma agência turística espacial portuguesa e recomendo a leitura do blogue de David Marçal, o candidato a primeiro astronauta português.
UE promove inovação e criatividade
Em paralelo, por coincidência ou talvez nem tanta assim, a União Europeia resolveu dedicar o ano olhando também para o futuro.
A Direcção Geral para a Educação e Cultura da Comissão Europeia declarou 2009-Ano Europeu da Inovação e da Criatividade cujo objectivo é promover a criatividade junto de todos os cidadãos enquanto motor de inovação e factor essencial do desenvolvimento de competências pessoais, profissionais, empresariais e sociais, contribuir para o intercâmbio de experiências e boas práticas, estimular a educação e a pesquisa e promover o debate político e o desenvolvimento.
Sob o lema, "Imaginar-Criar-Inovar", o lançamento oficial do Ano Europeu terá lugar em Praga, a 7 de Janeiro.
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