sebenta de anotações esparsas, pensamentos ociosos, reflexões cadentes, poemas difusos, introspecções de uma filosofia mais ou menos opaca dos meus dias (ou + reminiscências melómanas, translúcidas, intra e extra-sensoriais, erógenas, esquizofrénicas ou obsessivas dos meus dias)
-
cahier de notes éparses, pensées oisives, réflexions filantes, poèmes diffus, introspections d'une philosophie plus ou moins opaque de mes journées (ou + de réminiscences mélomanes, translucides, intra-sensorielles et extra-sensorielles, érogènes, schizophrènes ou obsessionnelles de mes journées)

terça-feira, 12 de maio de 2009

Journalisme muselé: première page du CONTACTO de demain



Primeira página do jornal CONTACTO de amanhã
Première page du journal Contacto de demain
Tomorrow's Contacto first page

Jornal Público: Anuladas buscas feitas em jornal português no Luxemburgo

Anuladas buscas feitas em jornal português no Luxemburgo

12.05.2009, Ana Cristina Pereira, jornal Público

As autoridades luxemburguesas voltaram atrás no caso que envolve o Contacto, o maior jornal de língua portuguesa no Luxemburgo. "O juiz mandou anular o mandado de buscas [executado na quinta-feira] e pediu aos polícias para devolverem o material apreendido: o bloco de notas, o CD-Rom e o ficheiro [digital]", revelou o chefe de redacção, José Luís Correia.
Na origem da polémica está uma reportagem publicada a 17 de Dezembro. Nela o jornalista Domingos Martins relata a história de um rapaz de 16 anos e a história de uma rapariga agora com 18 anos, ambos retirados aos familiares e internados em instituições belgas.
O Ministério Público acusa o semanário de identificar o rapaz. Contra o jornal há também uma queixa de difamação apresentada por um assistente social.
O Conselho de Imprensa e a organização Repórteres sem Fronteiras reagiram de imediato ao mandado. Um fala em abuso à liberdade de imprensa. A outra questiona "a desproporção dos meios empregues". Confiscar o material de reportagem parece-lhe "totalmente inaceitável".

Ler o artigo aqui

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Buscas ilegais no jornal Contacto: posição da CCPL

Aos jornalistas do Jornal "Contacto"

Caros amigos,

Pelo presente gostaria de vos expressar a minha solidariedade pelo acto de que foram vitimas.

O combate que juntos temos travado, só prova que queremos uma sociedade mais justa, mas alguns teimam em utilizar o poder e a força para subjugarem os que eles pensam mais desprotegidos.
Felizmente que ainda existem "Homens" que de forma desinteressada e com muita coragem, protegem aqueles que infelizmente tiveram o azar (ou a sorte) de terem nascido noutras paragens, ou foram menos bafejados pela sorte. Os cidadãos deste país devem ser tratados de igual forma, e as leis respeitadas sem preferências nem atropelos.

O trabalho notável feito pela equipa do Jornal "Contacto", merece mais respeito e gratidão, quer pela comunidade portuguesa, quer pelo país de acolhimento, pois sem este contributo, nada estaria igual.

Estes actos só provam a necessidade de uma maior participação no processo democrático, e de uma mobilização na defesa dos interesses dos nossos concidadãos.

Em meu nome pessoal e na minha qualidade de dirigente associativo, a minha incondicional solidariedade, e espero que justiça seja feita, para que actos destes deixem de ser praticados em sociedades democráticas.

Um abraço para todos,

José Antonio Coimbra de Matos
presidente da Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo
9 de Maio de 2009

Buscas ilegais no jornal CONTACTO: posição do conselheiro CCP do Luxemburgo

A todos os jornalistas e colaboradores do Jornal “Contacto”

Enquanto Conselheiro da Comunidade Portuguesa do Luxemburgo, quero exprimir a minha total solidariedade com os jornalistas e colaboradores deste jornal que, quotidianamente, fazem um trabalho notável com o objectivo de informarem e formarem a comunidade portuguesa residente no Luxemburgo.
As buscas efectuadas não são dignas de um país que proclama o princípio da Liberdade de Imprensa.
Os jornalistas só podem efectuar correctamente o seu trabalho se estiverem protegidos, bem como as suas fontes, contra acções policiais ou outras que ponham em causa o direito à investigação e à informação.

Estas buscas são a prova de que as liberdades fundamentais têm que ser afirmada e defendidas todos os dias.

Comunicado de
Eduardo Dias

Conselheiro CCP
9 de Maio de 2009

domingo, 10 de maio de 2009

Quellenschutz ade? Angriff auf die Pressefreiheit!

Pressemitteilung / Syndicat des journalistes – Luxembourg
Quellenschutz ade? Angriff auf die Pressefreiheit!

Der Syndicat des journalistes – Luxembourg verurteilt auf Schärfste die Durchsuchung der Redaktionsräume der portugiesischen Wochenzeitung contacto am vergangenen Donnerstag durch die Kriminalpolizei. Wie es scheint, kennt der Untersuchungsrichter, der den Durchsuchungsbefehl erteilt hat, das Presserecht nicht: Die Hausdurchsuchung und die daraus resultierende Beschlagnahmung redaktioneller Notizen und digitaler Dokumente stellt einen nicht zu tolerierenden Angriff auf den Quellenschutz und somit auf die Pressefreiheit dar.

Hintergrund des untersuchungsrichterlichen Vorgangs ist eine am 17. Dezember im Contacto veröffentlichte Reportage über zwei Sorgerechtsfälle. Ein Sozialassistent hatte unter Berufung auf das Jugendschutzgesetz gegen besagten Zeitungsartikel geklagt.

Der SJ-L erinnert in diesem Zusammenhang seine Mitglieder daran, dass für Journalisten der Quellenschutz gilt. Laut Artikel 7 des Pressegesetzes vom 8. Juni 2004 hat jeder Journalist, jede Journalistin, der oder die durch eine Verwaltungs- oder Justizbehörde im Rahmen eines Verwaltungs- oder Gerichtsverfahrens als Zeuge angehört wird, das Recht, quellenidentifizierende Informationen sowie die Preisgabe von erhaltenen oder gesammelten Informationen zu verweigern. Polizei-, Justiz- oder Verwaltungsbehörden dürfen überdies keine Maßnahmen anordnen oder ergreifen, die darauf abzielen, dieses Recht zu umgehen, insbesondere durch eine Durchsuchung oder Beschlagnahme am Arbeitsplatz oder in der Wohnung des betreffenden Journalisten.

Syndicat des Journalistes - Luxembourg

Ines Kurschat Jean-Claude Wolff

Präsidentin Generalsekretär

08.05.2009

sábado, 9 de maio de 2009

Gilt der Quellenschutz im Pressegesetz nicht mehr?

Gilt der Quellenschutz im Pressegesetz nicht mehr?

Kriminalpolizei Luxemburg amtierte gestern mit Hausdurchsuchungsbefehl in der Contacto-Redaktion

VON JOSEPH LORENT

Als eine große, in internationalen Medienkreisen hoch anerkannte Errungenschaft des Gesetzes vom 8. Juni 2004 über die Freiheit der Meinungsäußerung in den Medien gilt der Quellenschutz für Journalisten.

Zum besseren Verständnis – auch der Gerichtsinstanzen – sei daher Artikel 7 des vorgenannten Gesetzes kurz in Erinnerung gerufen. Im ersten Ansatz heißt es, dass jeder Journalist, der durch eine Verwaltungs- oder Justizbehörde im Rahmen eines Verwaltungs-oder Gerichtsverfahrens als Zeuge angehört wird, das Recht hat, quellenidentifizierende Informationen sowie den Inhalt von Informationen, die er erhalten oder gesammelt hat, zu verweigern. Weiter besagt das Gesetz, dass Polizei-, Justiz- oder Verwaltungsbehörden keine Maßnahmen anordnen oder ergreifen dürfen, die darauf abzielen oder dazu führen, dieses Recht zu umgehen, insbesondere durch eine Durchsuchung oder Beschlagnahme am Arbeitsplatz oder in der Wohnung des betreffenden Journalisten oder von bestimmten anderen Personen.

Zudem bestimmt das Gesetz in Artikel 7.4, dass selbst wenn die quellenidentifizierenden Informationen auf rechtmäßige Weise erlangt wurden, die nicht der Feststellung der Identität einer Quelle zum Gegenstand oder Ziel hatte, diese Informationen nicht als Beweis im Rahmen eines weiteren Gerichtsverfahrens verwendet werden dürfen. Abweichend von den vorgenannten Bestimmungen kann weder der Journalist noch eine andere Person, die durch ihre beruflichen Beziehungen mit einem Journalisten Kenntnis von quellenidentifizierenden Informationen erhalten hat, den Quellenschutz in Anspruch nehmen, wenn die Maßnahme der Polizei-, Justiz- oder Verwaltungsbehörden die Verhütung, Verfolgung und Bestrafung von Verbrechen gegen Personen, von Drogenhandel, Geldwäsche, Terrorismus oder Gefährdung der Staatssicherheit betrifft.

Weiß man um diese demnächst seit fünf Jahren geltenden eindeutigen Gesetzesbestimmungen, dann darf und muss man sich unweigerlich die Frage stellen, wieso es möglich ist, dass gestern Donnerstag gegen 10 Uhr ein Hauptkommissar und ein Kommissar der Kriminalpolizei Luxemburg, begleitet von einem Computerspezialisten der Abteilung „Nouvelles Technologies“, in unserem Verlagsgebäude in Gasperich mit einem untersuchungsrichterlichen Hausdurchsuchungsbefehl in Gasperich vorstellig wurden. Laut Ordonnanz vom 30. März 2009 sollten sie in der Redaktion der in portugiesischer Sprache erscheinenden Wochenzeitung Contacto eine Hausdurchsuchung, Beschlagnahme und Notifizierung vornehmen.

Am Ursprung dieses untersuchungsrichterlichen Intermezzos steht eine am 17. Dezember 2008 imContactoveröffentlichte Reportage über zwei Fälle von Sorgerecht über Kinder. Wegen dieses Artikels hatte am 28. Januar 2009 ein Sozialassistent bei der Staatsanwaltschaft Luxemburg wegen Verstoßes gegen Artikel 38 des Jugendschutzgesetzes vom 10. August 1992 und wegen Verleumdung geklagt. Quellenschutz hin, Quellenschutz her: Nach rund 40 Minuten zogen die Kriminalbeamten von dannen mit dem Notizblock des Journalisten und 18 Seiten redaktionellen Unterlagen, einer Informatikkartei und einer CD mit dem Artikel in Pdf-Format.

Läuft es so im Rechtsstaat Luxemburg?

Luxemburger Wort
, 08.05.2009 (seite 26)

Jornal Público: Polícia invade jornal português no Luxemburgo

Polícia invade jornal português no Luxemburgo
08.05.2009 - 23h01 Ana Cristina Pereira / Jornal Público

A polícia invadiu ontem a redacção do "Contacto", o maior jornal de língua portuguesa no Luxemburgo, e confiscou material relacionado com uma reportagem publicada a 17 de Dezembro sobre menores retirados às famílias e internados em instituições. O Conselho de Imprensa do Luxemburgo está “estupefacto”.

A lei de imprensa luxemburguesa proíbe a identificação de crianças desprotegidas e/ou delinquentes. “A menos que esteja em causa o interesse do menor ou que haja autorização dele ou de um dos pais”, explica José Luís Correia, chefe de redacção do jornal. Ora, o jornalista falou com o rapaz e com o pai.

O Ministério Público acusa o semanário de identificar um menor em risco.

Três polícias entraram com um mandado de busca. O jornalista prontificou-se a tirar fotocópias, mas “eles exigiram o bloco de notas”. José Luís prontificou-se a entregar-lhe um CD-Rom com a versão digital do artigo, mas “um deles enfiou uma USB no computador do jornalista: não sabemos que ficheiros copiou”.

O Conselho de Imprensa fala em “flagrante abuso à liberdade de imprensa e à protecção das fontes”. Os Repórteres sem Fronteiras dizem-se “escandalizados”. Questionam “a desproporção dos meios empregues”. Confiscar o bloco de notas do jornalista parece-lhes “totalmente inaceitável”.


sexta-feira, 8 de maio de 2009

buscas ilegais

Buscas ilegais

Lisboa, 08 Mai (Lusa) - Dois polícias, acompanhados por um técnico em informática, estiveram na quinta-feira na redacção do Contacto, semanário português publicado no Luxemburgo, de onde levaram um bloco com notas de reportagem e o ficheiro de um computador.

Segundo disse à Agência Lusa, em contacto telefónico, o chefe de redacção do jornal, José Correia, inicialmente os dois agentes informaram que o Contacto tinha violado a Lei de Imprensa ao divulgar nomes de dois menores numa reportagem publicada em Dezembro, relativamente aos casos de uma rapariga e um rapaz retirados à respectivas famílias e colocados num internato.

Pediram uma cópia do referido artigo em suporte informático e daí a pouco apresentaram um mandado passado por um juiz para uma busca à redacção e a apreensão do bloco de notas da reportagem.

Já na sala de redacção, o técnico que acompanhava os agentes descarregou para uma "pen" ficheiros do computador do jornalista que fez a reportagem, a quem foi também exigida a entrega do bloco de notas.

José Correia disse à Lusa que esta acção da polícia luxemburguesa, além de pôr em causa a protecção das fontes é "desproporcionada" face à reportagem em causa, de que resultou uma queixa do assistente social envolvido no caso dos dois menores por alegada "difamação e calúnia".

O chefe de redacção do Contacto alegou que a lei de imprensa luxemburguesa proíbe buscas em redacções e no domicílio dos jornalistas, excepto em caso de tráfico de estupefacientes, terrorismo, branqueamento de dinheiro ou risco para a segurança do Estado, assuntos que nada têm a ver com a reportagem em causa.

Na segunda-feira, os advogados do jornal irão solicitar à Justiça a anulação do mandato e a devolução do bloco de notas e dos ficheiros retirados do computador.

"O caso deverá ser objecto de investigação para evitar a sua repetição", afirmou ainda José Correia, considerando que estas actuações da polícia "são raras, senão inéditas" no Luxemburgo e devem ser travadas quanto antes.

Os Repórteres Sem Fronteiras, a Federação Europeia de Jornalistas e três sindicatos luxemburgueses já se solidarizaram com os jornalistas do semanário Contacto e condenaram a acção policial, que atenta contra o direito daqueles profissionais de protegerem as suas fontes.

Reporters Sans Frontières: Perquisition inacceptable au sein de l’hebdomadaire Contacto

Perquisition inacceptable au sein de l’hebdomadaire Contacto

Reporters sans frontières est scandalisée par les perquisitions qui ont eu lieu, le 7 mai 2009, dans les bureaux de l’hebdomadaire Contacto, très populaire auprès de la communauté lusophone à Luxembourg. La perquisition, ordonnée par le juge Christian Scheer, fait suite à une plainte en diffamation déposée le 5 janvier 2009 par Igance Kapitene, assistant social, cité dans un article sur le droit de garde par des personnes interviewées.

« Nous ne contestons pas le droit des personnes citées dans l’article à se défendre et nous ne nous prononçons pas sur le fond du dossier. Nous dénonçons cependant avec la plus grande fermeté la disproportion des moyens employés dans cette affaire. La saisie du carnet de note d’un des journalistes de Contacto est totalement inacceptable. Le cahier contient en effet un ensemble d’informations totalement étrangères à l’affaire, et qui n’ont pas à être communiquées à la justice », a déclaré Reporters sans frontières.

« D’après nos informations, les trois officiers qui procédaient à la perquisition ont réclamé un CD Rom pour graver une version électronique de l’article. Ils ont par ailleurs introduit une clé USB dans l’ordinateur, effectuant au passage la copie de plusieurs fichiers. Au-delà des méthodes contestables employées durant la perquisition, le recours au support informatique était totalement inutile et injustifié, dans la mesure où l’article qui constitue l’objet de la plainte avait déjà été publié dans Contacto. Le support papier, également saisi dans le cadre de la perquisition, suffisait amplement. Les autres démarches dépassent de loin le seul cadre de l’affaire, et constituent une sérieuse atteinte à la protection des sources garantie par la loi du 8 juin 2004 », a ajouté l’organisation.

« Nous demandons aux autorités judiciaires de remettre dans les plus brefs délais le cahier de notes saisi et d’ouvrir une enquête approfondie pour déterminer les diverses responsabilités dans ce dossier », a conclu Reporters sans frontières


Lire l'article directement sur la page de RSF

Luxembourg : La FEJ outrée par une atteinte flagrante à la protection des sources

Communiqué de presse
8 mai 2009

Luxembourg : La FEJ outrée par une atteinte flagrante à la protection des sources



Aujourd’hui la Fédération européenne des journalistes (FEJ), le groupe européen de la Fédération européenne des journalistes, a condamné la perquisition de la police criminelle du Luxembourg à l’hebdomadaire Contacto.

« Alors que la protection des sources est un droit garanti par la Convention européenne des droits de l’Homme et par la loi Luxembourgeoise du 8 juin 2004 sur la liberté d'expression, nous sommes outrés pas une violation aussi flagrante de ce principe par les autorités grand-ducales», a déclaré le Président de la FEJ Arne König.

Hier, 7 mai, trois officiers de la police criminelle ont fait irruption, munis d'un mandat de perquisition, dans les locaux de l’hebdomadaire Contacto, très populaire au sein de la vaste communauté lusophone du Luxembourg. La descente faisait suite à la plainte pour « diffamation et calomnie » d’un assistant social responsable du placement des mineurs à Luxembourg contre l'auteur d’un article portant sur le droit de garde d’enfants. La police a fait main basse sur un carnet de notes, 18 pages de documentation, un fichier informatique ainsi qu'un CD appartenant au journaliste qui avait publié le reportage.

Selon la FEJ, le juge d'instruction et les officiers de police ont agi de façon totalement erronée dans cette affaire : non seulement ils n’ont pas averti le Conseil de Presse de leur décision de faire des recherches à propos de l’article, mais les moyens déployés sont disproportionnés et tout simplement illégaux. Il s’agit d’une atteinte grave aux principes de l’article 10 de la Convention européenne des droits de l’Homme et à la jurisprudence constante de la Cour des droits de l’Homme.

En soutien à l’Association luxembourgeoise des journalistes et au Conseil de Presse du Luxembourg, la FEJ met en garde les instances judiciaires, policières et administratives contre une atteinte flagrante à liberté de la presse. La FEJ appelle les autorités à respecter leurs engagements nationaux et internationaux envers la protection des sources journalistiques.

La FEJ rappelle également qu’elle a récemment publié une note sur la protection des sources en Europe :
http://europe.ifj.org/fr/articles/note-politique-de-la-fej-sur-la-protection-des-sources

Pour plus d’information, contacter la FEJ au +32 2 235 2200
La FEJ représente plus de 250,000 journalistes dans plus de 30 pays d’Europe

Presserat: Protest gegen Redaktionsdurchsuchung

Presserat: Protest gegen Redaktionsdurchsuchung

Mit Befremden nimmt der Presserat Kenntnis von einem Vorfall, der sich am Donnerstag in der Redaktion der Wochenzeitschrift Contacto (saint-paul) in Gasperich zugetragen hat. Drei Beamte der Kriminalpolizei wurden dort mit einem Hausdurchsuchungsbefehl vorstellig, um eine Beschlagnahme und Notifizierung vorzunehmen. Sie ließen sich vom Journalisten, der eine Reportage über zwei Fälle von Sorgerecht über Kinder veröffentlicht hatte, dessen Notizblock und 18 Seiten redaktionelle Unterlagen aushändigen und nahmen außerdem eine Informatikkartei und einen Datenträger mit dem Artikel mit. Gegen das Vorgehen des Untersuchungsrichters und der Polizeibeamten protestiert der Presserat vehement, weil es sich hierbei um einen flagranten Verstoß gegen den gesetzlich verankerten Quellenschutz handelt. Außerdem wurde von der Staatsanwaltschaft der offiziell anerkannte Deontologiekodex der Luxemburger Presse nicht berücksichtigt, der festhält, dass der Präsident des Presserates im Vorfeld über eine Hausdurchsuchung in einer Redaktion zu informieren ist, um präsent zu sein und formal den ordnungsgemäßen Ablauf der Operation festzustellen. Zugleich warnt der Presserat die Justiz-, Polizei- und Verwaltungsbehörden vor einem Rückgriff auf derartige Methoden, die einen Angriff auf die Pressefreiheit darstellen. (C.)

Luxemburger Wort, 08.05.2009 (seite 26)

Le Conseil de presse dénonce une perquisition au Contacto

Protection des sources des journalistes
Le Conseil de presse dénonce une perquisition au Contacto


Des officiers de la police judiciaire ont effectué une perquisition, hier matin, dans la rédaction de nos confrères du Contacto.

Objectif, selon eux: mettre la main sur des documents relatifs à un reportage publié en décembre 2008 par l'hebdomadaire portugais et traitant de deux affaires judiciaires relatives à des problèmes de garde d'enfant.

Au cours de cette perquisition, les policiers ont saisi le carnet de notes du journaliste qui avait couvert ces deux dossiers ainsi que des fichiers informatiques.

Selon Joseph Lorent, secrétaire général du Conseil de presse, «cette perquisition est contraire au principe de la protection des sources des journalistes», même si les policiers détenaient un mandat délivré par un juge d'instruction.

Et de demander, dans un article publié dans le Luxemburger Wort de ce vendredi: «Le Luxembourg est-il bien un Etat de droit?»

La Voix du Luxembourg, 08.05.2009

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Kriminalpolizei Luxemburg: Zeitungsredaktion durchsucht

Zeitungsredaktion durchsucht

Kriminalpolizei sichert Beweise bei "Contacto"

Die Kriminalpolizei hat am Donnerstag die Redaktionsräume der Wochenzeitung "Contacto" durchsucht. Die Beamten stellten bei dieser umstrittenen Aktion Beweismaterial in einer Verleumdungsklage sicher.

Geklagt hatte ein Sozialassistent gegen die Redaktion der Zeitung, die im Verlagshaus saint-paul luxembourg ("Luxemburger Wort") erscheint. Er bezieht sich auf eine Reportage über zwei Fälle von Sorgerechts-Streitigkeiten über Kinder. Der Sozialassistent hatte die Zeitungsredakteure wegen Verstoß gegen das Jugendschutzgesetz und Verleumdung angezeigt.

Die Kriminalpolizisten durchsuchten Redaktionsräume und Computer von "Contacto" und nahmen handschriftliche Notizen und digitale Dokumente mit.

Nach Ansicht von Joseph Lorent, Generalsekretär des Presserats, war die Hausdurchsuchung nicht zulässig. Sie verstoße gegen das Recht der Journalisten auf Zeugenschutz. Journalisten müssen laut Pressegesetz die Namen ihrer Gesprächspartner gegenüber der Justiz nicht preisgeben. "Läuft es so im Rechtsstaat Luxemburg?", fragt Joseph Lorent in einem Artikel im "Luxemburger Wort" (Freitagsausgabe).


wort.lu 07.05.2009 19h12

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Der Himmel in Bonn

(Excertos do meu Caderno de Itinerários)

23h37 / 26 de Abril de 2009

Petersberg, Königswinter, Bona

(...)
Estou instalado no histórico Hotel do Petersberg, hoje Steigenberger Grandhotel. Vista altaneira sobre Bona e o Reno que serpenteia em direcção a Colónia mesmo ao passar pela cidade de Beethoven. É a partir daqui que para sul se encrespam as montanhas que levam à Eiffel. Para norte, a Renânia-Norte Vestfália. Colónia avista-se a 25 quilómetros, quando as neblinas e as névoas o permitem. O parque verdejante que envolve o hotel convida a um passeio matinal. Defronte do hotel, a capela onde casou Schumi, o corredor de Fórmula 1 mais famoso do Mundo. O gerente do hotel, um trintão de origem mexicana cujos pais emigraram há duas décadas para a Alemanha, conta-nos que o Hotel tentou durante anos publicitar os charmes da pequena igreja e da mata do Petersberg, em vão. Depois de Schumacher ali ter casado, não dão vazão à agenda, ri-se.

Nas traseiras do hotel, o embaraço é escolher em qual das magníficas esplanadas-miradouro sentarmo-nos, para disfrutar a vista sobre todo o Siebengebirge, literalmente "as sete montanhas", embora todo o maciço conte mais de 40 montanhas e colinas. Daqui avistam-se o castelo neogótico de Drachenburg, a estância de Könisgwinter com o seu o cais fluvial, o Reno calmo e sereno, e, mais adiante, Bona que se estende, rejuvenescida.

Bona foi quase completamente destruída durante a II Guerra Mundial e depois reconstruída. Um ou dois obeliscos furam a altura mediana dos prédios baixos da cidade: a torre da Deutsche Post e um outro edifício vizinho. É uma cidade rasa, pequena. 300 mil moradores. Colónia, em comparação, tem mais de um milhão. No meu luxem-burguesismo pacato, de cidadão de país que não chega ao meio-milhão de habitantes, hesito na definição de "cidade pequena".

O hotel é quatro estrelas. As instalações sim, o serviço nem sempre. A comida podia ser melhor. Tive disto o dia todo no Egipto e em Maiorca e em todos os outros enclaves turísticos para germânicos por onde passei. Mas gostei da imensa galeria branca, imperial, de grande janelas de sacada, que deixam entrar muita luz, permitindo assim almoçar agradavelmente. Muito Sissi! Era aqui o lugar de estadia dos chefes de Estado em visita quando Bona era capital e Adenauer, também oriundo da região, chanceler.

Depois do almoço tardio (14h), descemos até ao centro de exposições e arte da cidade para ver uma mostra emprestada por Winterthur (Suíça) a Bona, até Agosto. O edifício data do fim dos anos 80, faz lembrar traços do Centro Cultural de Belém, que abriu meio-lustro depois. Fica na "Museemeile". Ora aí está uma ideia para o Luxemburgo. Estão expostas obras dos modernistas. O que são "pissenlits"? Adorei o quadro do Van Gogh. E o carteiro. Kandinsky, Klee, Monet, Picasso, Rodin, Hans Arp, os cubistas e os órficos. Sou definitivamente fã de todo o movimento dada. Traduzi há uns anos um Dicionário de Citações Dadaistas e Surrealistas. Assim, só por prazer. E hoje, mais do que nunca, assino e persisto.

(...)
17h. Concerto na Beethovenhalle onde tive o privilégio de aplaudir Daniel Berenboim que dirigiu a "Staatskapelle" na 9a Sinfonia de Gustavo Mahler. Digo privilégio porque Berenboim é o paradigma do cidadão planetário do séc. XXI: nasceu argentino, mas tem origens russas e judaicas, e é hoje israelita. Mas acima de tudo, acredita no diálogo intercultural e intercomunitário como condição sine qua non para o futuro da Humanidade. No virar do século, acreditando que o principal problema do conflito israelo-árabe era um ódio baseado no desconhecimento do outro, promoveu um sui generis diálogo cultural ao criar uma orquestra israelo-palestiniana, a West-East Divan, que é hoje um exemplo mundial de tolerância.

Mahler... Quem foi exactamente Mahler. Em que século situá-lo? Perco-me nos meus pensamentos e fico a cismar na minha ignorância musical clássica. Tenho que consultar uma Enciclopédia da História da Música. Quem inventou a clave de sol, a pauta, os valores das notas?... E tem que haver uma explicação para todas aqueles termos italianos: piano, adagio, allegro?...

Bona hesita entre promover-se como cidade das Nações Unidas ou como a cidade de Beethoven. Mas parece que, nos últimos anos, resolveu optar por esta última. O "Beethovenfest", no Outono, que Viena nunca teve (até agora) a ideia de oragnizar é, mais do que uma ideia, um orgulho consensual de todos os habitantes. Para promover melhor ainda a capital do grande mestre da música, esta já caduca Beethovenhalle deverá ser substituída nos anos vindouros por uma nova sala. A concurso estão vários projectos, alguns calatrávicos, como "A Nuvem" e "outros mais conservadores, e há até um projecto luxemburguês do arquitecto grão-ducal Valentiny.


19h. No gasthaus (casa de repasto, mas que literalmente significa "casa de convivas") "Im Stiefel", na Bonnegasse (avenida de Bona; na realidade é uma artéria estreita pedonal, no centro da cidade) onde Beethoven jovem passava algum tempo, já que morava numa casa vizinha, mesmo ali junto às muralhas que delimitavam os confins da então vila. Porquê ali? Porque era ali que as rendas eram mais baratas. O músico provinha de uma família modesta que podia apenas pagar uns aposentos nas traseiras da casa. Na altura, explica-nos a nossa guia, os impostos pagos por cada família baseavam-se "no número de janelas que davam para o lado da frente da casa" (dixit).

Servem-nos cerveja preta da Alemanha de Leste e sopa dentro de um pequeno pão desmiolado. É uma sopa passada, cremosa com bocados de bacon e vegetais. É delicioso. Depois trazem-nos uma espécie de bolas de batata com couve vermelha, guisado de vaca e compota de maçã. Provo a couve, espenico, afasto a compota com o garfo, molho a carne no puré consistente, mas deixo o resto no prato. Sobremesa: bola de gelado frita. Nada de novo.
Regresso ao hotel. Antes de subir para o quarto, vou até ao bar beber uma última cerveja. Nas paredes há caricaturas de políticos alemães. Recosto-me numa poltrona e reconheço Merkel, Adenauer, Kohl, poucos mais. Algumas palavras trocadas num alemão aproximado e descubro que o barman é português. O senhor Brito é além disso algarvio. Está cá há 30 anos, diz, mas já falta pouco para regressar com a bem merecida pensão para Portugal.
Onde há um português, há sempre dois ou três.

15h42, 27 de Abril de 2009

Navegando no Reno, Bona-Königswinter

De manhã, visitámos a casa onde terá nascido Beethoven, ao lado do "Im Stiefel". Mas o mais interessante é a loja defronte, uma espécie de antro de um pintor tresloucado e dilletante, com telas expostas por toda a loja até à rua. Deambulamos até ao largo central, o Rathaus (Câmara Municipal). onde está montado o mercado, com bancadas de frutas e legumes. Dois luxemburgueses do grupo aproveitam para comprar ...endivas, porque, explicam, "são maiores, mais saborosas e mais baratas do que no Luxemburgo". Hã...?

Almoçamos no "Em Höttche", uma taberna do séc. XIV no canto do largo, junto à Câmara, como o epiteto indica numa das traves de madeira da fachada : "Das historische Gasthaus am Rathaus, Anno 1389". Na realidade, o café foi destruído durante a Segunda Guerra Mundial, tendo sido depois reconstruído com a traça medieval original. Beethoven terá sido um dos clientes habituais e, como na altura também se dançava nas tabernas, é para aqui que terá trazido várias namoradas. Depois do almoço, passeio pela cidade, até aos antigos Correios, onde foi erigida nos tempos da Prússia, uma estátua de Beethoven. Passamos pelo adro de uma igreja, onde rolaram duas cabeças gigantes em pedra. Não oiço a explicação da guia e fico a imaginar um improvável duelo de titãs que ali terá ocorrido em tempos mitológicos... Atravessamos o parque da Universidade e descemos até às margens do Reno. Apanhamos o barco para Köngiswinter. Está nebulado, mas daqui a tarde parece mais bonita. Enquanto os outros se refugiam na popa, eu sento-me na proa e deixo o vento fustigar-me o rosto. Não resisto a provar uma Apfeltorte e um "Café mit Sahne" (imitação de cappuccino). Todas as tardes do mundo deveriam ser assim...

Willkommen bei der Kunstrepublik



Fotos: JLC (Centro de Arte e Exposições de Bona)

Bonn e Beethoven (Bona, aqui tão perto...)



Bona, 27.04.2009

Caderno de Itinerários



Gizé, 18.03.2009

Pure Identity?


Affiche vue à Bruxelles
/ Cartaz visto em Bruxelas
/ Poster seen in Brussels
12.04.2009
QUERO

quero desfazer os teus cabelos de ouro e âmbar
por sobre os teus tímidos seios de renda e cetim
forrar o teu peito sedento dos meus beijos molhados
explorar com os meus dedos o teu corpo de baunilha e jasmim

quero que te deites nas minhas mãos
e lamber o sal do teu corpo até à última gota de suor
devorar a tua língua e os teus lábios de menina
mergulhar os teus olhos de desejo no meu ventre em fogo
descobrir no eixo dos teus quadris
a nascente da tua vontade
onde tudo nasce e sempre recomeça
e desaguar nesse rio louco até ao teu coração

quero penetrar-te docemente como um pôr-do-sol
que fende o mar em fogo e se deixa fecundar pela luz
como labaredas a derramarem-se por todo um oceano
quero morder os teus ombros alvos de tanto te querer
em mim.
quero que as tuas unhas desenhem a minha pele porque sou teu
quero pegar em ti e elevar-te até ao mais alto altar do meu ser
e no momento final
deixar-te dançar nos meus braços e no meu colo
e oferecer-te a minha alma nua como a nenhuma outra mulher.

JLC210209

sábado, 7 de março de 2009

2009 March 7 , Sandweiler Church


One fire with two flames.
Four wings free to be able to fly together.

Foto: Paulo Lobo