segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
desenhar com os dedos
Ela observa-me, como perguntando: “É para mim que estás a olhar?” E eu respondo do meu canto, sustentando o seu olhar, esboçando um sorriso. Agora reparou com certeza em mim. Sorri também, disfarçando. Bastou um sorriso meu? Sorvo o café com leite.
.
Uma amiga senta-se à sua frente. Sorrisos, abraços, conversam. Mas o seu olhar regressa sempre ao meu. Eu escrevo, ergo o olhar, voltar a mergulhar o rosto no caderno, e continuo escrevendo. Trago a chávena aos lábios e no movimento volto a fitá-la, ela repara, vê, não se mexe, apenas as pupilas tremem como se tivesse ouvido a minha ordem de guardar a posição, os lábios púrpuros semi-abertos e suspensos para a eternidade no gesto da minha mão, na trajectória da minha pupila. Uma bela desconhecida numa manhã de Inverno.
O pulóver de gola alta escolheu-o esta manhã porque estava frio e a chover. Porque prefere sentir-se confortável a sexy. Sobretudo num dia como estes. Frio. Nada previsto. Uma manhã vazia, como tantas outras. O seu único prazer é o olhar de um estranho, um olhar prescrutador sem ser intimidante e impúdico, o olhar silencioso de um indivíduo alto e tenebroso, que não tem nada de conquistador, antes de familiar e apaziguador. Um olhar estranho de um estranho. Lá estou eu a confundir desejo e realidade.
Ela levanta-se. Vem na minha direcção. O olhar fixo em mim. Vai abordar-me, dirigir-me a palavra? Vai falar comigo, sentar-se na minha mesa? Vai perguntar se nos conhecemos? Ou perguntar-em o que desejo e pedir-me para parar com os meus olhares indecentes? Devo levantar-me, cumprimentá-lo. Ela lê a interrogação no meu rosto e sorri ligeiramente. Passa por mim, a amiga segue-a, para as traseiras da pastelaria e entram na cozinha. Afinal trabalham aqui e a amiga é uma colega. Reaparecem alguns minutos depois com um avental verde. Ela arruma os pratos atrás do balcão, limpa o tampo do armário, conversa com as outras empregadas, serve alguns clientes. Um pão de centeio, seis papo-secos, uma broa e dois suspiros.
Não me esqueceu. Num passo ligeiro, em elipse, serpenteando como um rio que não quer desaguar no mar, aproxima-se. Deseja saber se, além do seu sorriso aberto e luminoso (é o que percebo, mesmo se ela não proferiu as palavras), desejo mais alguma coisa.
“Mais café?...”
“Heu...sim, pode ser, obrigado!”
Três minutos depois satisfaz-me o desejo. Pede licença para encontrar lugar para a xícara na mesa cheia de revistas abertas, jornais dobrados e cadernos atravessados, mil folhas.
“Cuidado, não quero entornar café nas suas notas. Parece importante...”
Miro-a, olhos nos olhos.
“...o que está a escrever!”, completa, apontando com o queixo para a mnha sebenta.
“Não estou a escrever!”, acho oportuno rectificar.
Pestaneja como quem olha melhor e reitera:
“Heu...não está a escrever?”, insiste, perante o óbvio.
“Não!... Estou a desenhar!”, explico.
O seu olhar perscruta os meus rascunhos, as minhas frases ascendentes e descendentes, as minhas letras ora redondas ora angulosas e hieróglíficas. Resolve não me corrigir (é perigoso contradizer os maluquinhos, devem ter-lhe ensinado e muito bem!)
“E já agora, pode saber-se... está a desenhar o quê?
“Você!”
domingo, 11 de fevereiro de 2007
o aborto não deve ser um simbolo da "libertação" das mulheres
Na França, em contrapartida, o número de IVG (n.d.T.: interrupção voluntária da gravidez) continua a ser anormalmente elevado (13 a 14 por mil mulheres em idade de procriar). Porque razão isso acontece? Porque não se diz suficientemente às mulheres que se trata também de uma prova física e moral. Enquanto a IVG permanecer para as mulheres um símbolo de 'libertação', submeter-se-ão a esta sem protestar, por mais desagradável que seja. E o mesmo acontece com a contracepção. Os produtos vendidos às mulheres para controlar a sua fecundidade são fabricados por multinacionais dirigidas por homens, que se preocupam muito mais com os lucros que lhes darão esses produtos do que com a libertação das mulheres. Enquanto isso não mudar, as feministas não poderão elogiar-se de ter conquistado o controlo da sua fecundidade."
- Yvonne Knibiehler (84 anos), historiadora francesa e feminista assumida, numa entrevista intitulada "O feminismo tem que repensar a maternidade", de Catherine Vincent, publicada no "Le Monde", p. 12, suplemento "Le Monde des Livres", edição de 09/02/2007
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
slideshow do encontro de bloggers
Web 2.0 ... A Máquina somos/utiliza- Nós
"Ao mesmo tempo que o poder das máquinas aumenta, a cultura geral e a imaginação humanas parecem pauperizar-se. Se esta equação se confirmar, o que será de nós amanhã, na era da inteligência artificial?"
- Ivan Briscoe, jornalista do Correio da Unesco (artigo de Dezembro 2000)
Para reflectir!
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
antes de adormecer
Na boca não ?
Na boca não? És estranha...
A minha virtude também se foi num golpe de língua.
Tudo é permitido.
Estremeço nos teus lábios.
Nos lábios não?
Morde-me cru até ao sangue da nossa comunhão
lava-me o corpo com cerejas
despe o meu peito do pudor
a minha alma da impudência
nada mais tem importância
nada dura quando é duro e não resistes.
- AGW050207
O que ando a ouvir: Elodie Frégé - La Ceinture
Non pas sur la bouche
Même si c'est louche
Puisque ma langue
A le goût de ta vertu
De ton honneur perdu
Non pas sur les lèvres
Même si j'en rêve
Même si je tremble
Et bien que mon coeur soit nu
Mon âme est revêtue
De pudeur et d'impudence
Sans te faire offense
Mieux ne vaut pas tenter sa chance
Rien ne dure
Au-dessus de la ceinture
Non, pas sur la bouche
Même sous la douche
Même si c'est dur
Je te mordrai
C'est promis
Tous les coups sont permis
Non, pas sur les lèvres
Même pas en rêve
A sang pour sûr
Ou tu mangeras ton pain gris
Mon coeur est endurci
Ne tire pas sur l'ambulance
Garde la potence
Plus rien n'a plus d'importance
Rien ne dure
Au-dessus de la ceinture
Non, pas sur la bouche
Je sais, je touche
Le fond du lac
Le temps des cerises est mort
Le diable est dans le corps
Non, pas sur les lèvres
Non c'est pas mièvre
C'est pas le trac
Mais je préfère me donner crue
Sans revers, ni refus
Rendons nous à l'évidence
Tout est cuit d'avance
Mieux vaut pas tenter sa chance
Rien ne dure...
Au-dessus de la ceinture
Non pas sur la bouche
Je sais c'est louche
Puisque ma peau
A l'odeur de ton odeur
Au dehors il fait chaud
Non, pas sur les lèvres
Jamais de trêve
Et pas d'assaut
Le bonheur est en attente
Entre le sol et le vent
Entre l'oubli et l'oubli
Mais l'oiseau du paradis
Joue plutôt aux jeux interdits
Rien ne dure...
Au-dessus de la ceinture
- (Lyrics/Music:Benjamin Biolay)
domingo, 4 de fevereiro de 2007
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
mais fotos do encontro de bloggers / more photos from the bloggers-meeting
1° Encontro de bloggers do Luxemburgo e Grande Região, no Bar "Autre part", em Differdange, 27 Jan. 2007 / First blog-meeting for Luxembourg and the Greater Region, Bar "Autre part", in Differdange (L), January 27, 2007
1° Encontro de bloggers do Luxemburgo e Grande Região, no Bar "Autre part", em Differdange, 27 Jan. 2007 / First blog-meeting for Luxembourg and the Greater Region, Bar "Autre part", in Differdange (L), January 27, 2007
Encontro de duas gerações de bloggers: Jean-Jacques Subrenat, antigo embaixador de França, blog político "Serenidee", com o jovem Thorben Grosser, do blog "where cookie monster commits suicide", e seus amigos/ Meeting of two generations of bloggers: Jean-Jacques Subrenat, former french ambassador, from the political blog "Serenidee", with the young Thorben Grosser, from the blog "where the monster commits suicide", and friends
A co-organizadora, Lola, do blog Lola2Luxe, com colaboradores da Culture Buzz, os outros co-organizadores do encontro / The co-organizer, Lola, from de blog Lola2deluxe, with colaborators of Culture Buzz, the other co-organizers of the meeting
Hugo Pinto e Raúl Reis "oficiando" no blog "Luxemburgo Oficioso", com Pavla Vydrzelova / Hugo Pinto and Raúl Reis working at their blog "Luxemburgo Oficioso", with Pavla Vydrzelova
Foi o Quinhe do Bombo ou o MC Piccolo que fizeram uma blogalhofa? / Was it Quinhe do Bombo or MC Piccolo who said a joke?
Pavla Vydrzelova, Hugo Pinto e Raúl Reis (ambos do blog "Luxemburgo Oficioso") em conversa animada comigo sobre flogging / Pavla, Hugo, Raul and me discussing about flogging
Raúl Reis do blog "Luxemburgo Oficioso" a falar-me do "love kit" que um Hotel de Bruxelas propõe para o S. Valentim ;-) / Raul telling me that an Hotel in Brussels will propose a "love-kit" for Valentine's Day ;-)
(Fotos gentilmente cedidas por M. Pinto) / (These photos were published with de kind agreement of their author, M. Pinto)
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
Blog Delux sur TTV (version française)
Aqui está finalemente a reportagem da TTV (versão francesa) [difusão 29/01/07]
quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
Um filmezinho de...
Outros mundos
Porque pensei no Mário Viegas? Porque descobri um pequeno mundo onde podemos ser todos mários viegas sem medo de sermos censurados pela extremosa televisão pública.
Como já deu para reparar nos últimos posts, o encontro de bloggers mostrou-me o acesso a outros mundos. E, sem nunca ter a pretensão de ser pioneiro em coisa alguma, posiciono-me em tudo com alguma modéstia, espírito aberto, embora por vezes, com a sensação que descubro a pólvora já depois da batalha ter terminado :-?
Não obstante e armando-me apenas com a minha curiosidade, fiz-me à teia global e em catanadas sucessivas desbravei em linha novos territórios.
Os últimos mundos que explorei foram, além do Second Life, do Universo Entropia e das GuildWars - de que aqui voltarei a falar com mais tempo -, o YouTube.
Filma-te a ti próprio!
No site YouTube-Broadcast Yourself, como o próprio nome indica, cada um pode filmar-se a si próprio com uma máquina de filmar, fotográfica ou telemóvel. As estórias que encena, vive ou presencia. Depois, é só descarregar no site.
Uma rápida incursão de neófito permite perceber que se pode encontrar de tudo. Desde excertos de filmes dos anos 40 a filmagens vídeo de aniversários caseiros, passando por videoclips esquecidos, raridades, fenómenos, catastrófes naturais, forças da natureza, brigas de gatos, acidentes de skate, luta de loiras na lama, deslizes da tv, trailers, episódios-pilotos de séries, cenas censuradas ou cortadas de filmes, etc.
Mas também, claro, muito lixo visual, à semelhança daquele tipo que filma a maneira como lava os dentes, ou o que faz um strip para a namorada, e ainda a prima de não sei quem que se mostra como uma cheerleader se deve pentear, passando as experiências com diet coke e menthos, clips de garagem de pseudo-artistas que não deviam cantar nem no chuveiro, etcêtera e tal.
E como baú de surpresas audiovisuais que é, não dispensa um controlo diário aos conteúdos por webmasters, mas que pode ser feito inclusive por aviso dos "tubonautas" através de um simples clique, caso contrário poder-se-ia rapidamente transformar em caixa de pandora. O que agradaria, por certo, aos velhos do restelo que vêem na net apenas um antro de perversões e a porta última que conduz a todos os infernos.
A mim tem-me proporcionado serões de delícia e deriva virtual. Além de ter finalmente encontrado o teledisco da Jeanette com o seu belissimo "Porque te vas", todos os dias deixo-me surpreender e maravilhar por algo.
Hoje, assisti ao espectáculo de um virtuoso da imaginação e da montagem, com muita paciência, dedicação e perseverança elaborou uma música para piano e bateria sem saber tocar qualquer um destes instrumentos (vale a pena ver até ao fim).
Nobody's watching
Como criança e adolescente que cresceu à frente da televisão portuguesa nos anos 80, confesso a minha dependência por séries norte-americanas. No YouTube fui descobrir um pseudo-reality show sit-com intitulado "Nobody's Watching" que brinca com estes dois conceitos, sendo, no entanto, o segundo. É conduzido por dois rapazolas, que nos fazem desde o primeiro episódio pensar no saudoso mas demasiado eighties "Wayne's World". Aconselho-vos a seguir as suas aventuras...
MadV
Um palavra de admiração para o MadV, ilusionista talentoso de primeiras águas, que filma os truques mais espantosos num simples recanto do seu quarto, armado de um câmara de computador, uma máscara enigmática, música electrónica e muita simplicidade. É mágico!
O YouTube permite inclusive descarregar os videos para blogs, como aqui fiz anteriormente, e muitos blogs não são mais do que sucessivos filmezinhos - são, por isso, chamados video-logs ou vlogs.
Procurei, procurei, mas nada... O assombro do site inane... Claro que ninguém ainda se lembrara de descarregar no YouTube os filmezinhos do Mário Viegas. Nem os fãs, que por ventura, tivessem na época gravado episódios, nem a RêTêPê, que prefere guardar essas preciosidades no seu labirinto de arquivos. Nem sei se esta os passa na RTP Memória. Espero que ao menos isso. Mas aqui fazes, com certeza, muito falta, Mário!
Automóveis a todo o gás!
O despertar ecológico dos anos 80 com as marés negras, a catástrofe nuclear de Chernóbil, o buraco na camada de ozono, o sobreaquecimento global, levou a que cada vez mais pessoas se sentissem pessoalmente empenhadas em contribuir para que se faça marcha atrás na poluição "sustentada" do planeta desde a revolução industrial e acelerada no século XX.
Mas ainda antes do Protocolo de Quioto (1997), os construtores automóveis começaram a fabricar veículos com outras energias que não as poluentes tradicionais, inspirados quiçá por uma genuína preocupação ecológica, para responder à fibra verde dos automobilistas ou lançando já as bases de tecnologias energéticas às quais terão de qualquer forma que recorrer quando o petróleo se extinguir.
O gás natural foi uma das alternativas consideradas viáveis a curto prazo, porque os motores eram fáceis de construir e a energia era mais limpa do que a gasolina ou o gasóleo, com menos cerca de 25% de emissões de dióxido de carbono.Recalcitrantes de início, mais por desconhecimento do que por resistência a uma novidade, os automobilistas foram percebendo que além de mais barato, menos poluente, o gás era também o mais seguro dos combustíveis e que o risco de explosão era até menor do que nos veículos com outros combustíveis líquidos.
Nos automóveis a gás não existe perigo de explosão, pois além do gás natural ser mais leve do que o ar, o sistema de armazenagem e compressão é dotado de válvulas de segurança que se fecham em caso de rompimento, além de este possuir um sistema de exaustão caso ocorra um vazamento. Outro factor de segurança na utilização do gás é que, no momento do abastecimento do veículo na bomba, a operação é feita sem contacto com o ar, o que impede qualquer possibilidade de combustão.
Como incentivo à utilização deste tipo de veículos, a empresa luxemburguesa Soteg (www.soteg.lu ) oferece um prémio de mil euros aos 100 primeiros compradores de um automóvel a gás no Luxemburgo. Os automóveis a gás começaram a ganhar terreno nos anos 90. Não só cada vez mais marcas apostam em modelos com esta tecnologia ecológica, mas as próprias bombas de gasolina com instalações preparadas para abastecer automóveis com gás natural multiplicam-se a grande velocidade pelo Mundo e pela Europa. E o Luxemburgo não é excepção.
EXPLOSÃO DAS VENDAS
O primeiro autocarro a gás da companhia de transportes públicos TICE, também de Esch, começou a circular em 1995. Hoje, a companhia possui 37 veículos com este combustível limpo.
Em 2001, começaram a ser comercializados no país os primeiros modelos em série de automóveis a gás. Mas apenas uma marca importava esse género de veículos para o Grão-Ducado, o que explica que no início do ano passado circulassem no país apenas 24 automóveis a gás. A "explosão" das vendas destes veículos deu-se precisamente em 2006, tendo actualmente o número duplicado. Duas dezenas de automóveis deste tipo foram já entretanto encomendados por particulares.
Década e meia após a introdução destes veículos no mercado, circulam no planeta cerca de 5,5 milhões de automóveis a gás, dos quais uma grande maioria na Argentina (1,4 milhões de veículos), Brasil (1,2 milhões) e no Paquistão (um milhão).
A nível europeu, é incontestavelmente a Alemanha que lidera o pelotão da frente ecológico, com 720 estações de serviço onde este combustível pode ser encontrado para 50 mil carros a gás na via pública. Seguem-se-lhe a Itália, com 571 estações (e 402 mil carros), a Rússia com 206, a Ucrânia com 125, a Suíça com 71 (e 3 mil carros), a Suécia com 67, a França com apenas 15 e a Bélgica com quatro (o mesmo número que no Grão-Ducado), isto segundo dados recolhidos no site www.gibgas.de, na internet.
José Luís Correia (in Contacto, 31.01.07)
Photo: O Honda Civic GX Sedan foi considerado um dos veículos mais amigos do ambiente em 2008 pela ACEEE - American Council for an Energy Efficient Economy
terça-feira, 30 de janeiro de 2007
super recordações
O fabuloso Atryu, especialista em flogs, explicou-nos como fazer melhores fotos e onde albergá-las, e, nos entretantos, ia disparando à queima-roupa. As super-fotos do nosso entusiasmo podem ser vistas no flickr em www.flickr.com/photos/atryu/sets/72157594504710300/
Contem sempre comigo!
segunda-feira, 29 de janeiro de 2007
próximas reportagens
- Edição de 2 de Fevereiro do "Wort" (páginas "Multimedia")
- Edição de 3 de Fevereiro da revista "Télécran"
- Programa "Entrada Livre", na TTV, 4 de Fevereiro, 12h00
- Programa "Europa Contacto", na RTPi, 3 ou 10 de Fevereiro, 19h30
domingo, 28 de janeiro de 2007
blogdelux: primeiras reportagens
2 - A reportagem da RTL (27 Jan 19h30) pode ser vista no blog do Thorben "where cookie monster commits suicide"
3 - O video do Stéphane Tauziede por ser visto no seu video-log
4- A reportagem da France 3 pode ser vista no blog do Arnolux